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    Lula cobra Fachin sobre crise no STF e diz que não indicou Moraes

    Petista afirma que episódios recentes afetam a imagem da Justiça e volta a defender uma reforma do Judiciário

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou, nesta quarta-feira (16), uma atuação de Edson Fachin diante da crise no STF. Durante entrevista ao podcast Desce a Letra Show, o candidato à reeleição afirmou que o presidente da Corte deve evitar reflexos da situação no processo eleitoral.

    “O presidente Fachin tem a responsabilidade de fazer com que isso não atrapalhe o processo eleitoral”, afirmou Lula.

    A declaração ocorreu após uma sessão do Supremo que terminou sem definição sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes.

    Cobrança a Fachin

    Lula também criticou as discussões entre os ministros durante o julgamento de terça-feira (15).

    Além disso, defendeu que o tribunal apure os fatos e responsabilize quem tiver cometido irregularidades.

    Na avaliação do presidente, portanto, a crise no STF precisa receber uma resposta institucional.

    Ao mesmo tempo, Lula voltou a defender mudanças no Judiciário caso conquiste um novo mandato.

    Reforma do Judiciário

    Durante a entrevista, Lula voltou a falar em uma reforma do Judiciário.

    Segundo ele, os episódios recentes prejudicam a imagem da Justiça perante a população.

    Assim, o presidente relacionou a discussão sobre mudanças no sistema aos acontecimentos recentes dentro do Supremo.

    Indicações ao STF

    Ao comentar críticas feitas por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Lula ressaltou que não ocupava a Presidência quando Alexandre de Moraes chegou ao STF.

    Michel Temer indicou Moraes em 2017.

    Além disso, Lula lembrou que também não escolheu André Mendonça nem Nunes Marques, ambos indicados por Jair Bolsonaro.

    Apesar disso, o presidente elogiou a atuação de Moraes na defesa da democracia e na condução das eleições de 2022.

    Julgamento interrompido

    Na terça-feira (15), o STF discutiu o procedimento para analisar os casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça.

    Entretanto, Flávio Dino pediu vista e interrompeu a votação.

    Entre os pontos ainda pendentes está a proposta de reunir os dois casos em um único julgamento.

    Assim, a sessão terminou sem decisão sobre a abertura de investigação contra Moraes no caso relacionado a Daniel Vorcaro, do Banco Master.

    Com isso, a discussão sobre a crise no STF permanece sem uma definição sobre os próximos passos do julgamento.

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