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    Flávio Bolsonaro pede voto após votar e fala em “resolver” eleição no 1º turno

    Candidato do PL pediu “voto de confiança” após deixar seção eleitoral no Rio; TSE informa que pedidos de voto no dia da eleição são proibidos e podem caracterizar boca de urna.

    O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) pediu apoio dos eleitores após votar na manhã deste domingo (4), no Rio de Janeiro. Ao conversar com jornalistas, o senador fez um apelo para que eleitores contrários ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) votem nele ainda no primeiro turno.

    Flávio votou na Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. Ele chegou ao local pouco depois das 8h e estava acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro. Depois de deixar a seção, falou com a imprensa sobre a disputa presidencial.

    Flávio Bolsonaro pede voto em um momento em que a legislação estabelece restrições à propaganda eleitoral. Em sua declaração, o candidato pediu um “voto de confiança” e afirmou esperar apoio suficiente para que a disputa presidencial termine ainda neste domingo.

    Segundo Flávio, pesquisas internas de sua campanha indicariam crescimento na reta final. Ele afirmou que acredita já ter ultrapassado adversários e disse esperar que o movimento seja suficiente para uma vitória no primeiro turno. A afirmação sobre os levantamentos internos representa uma declaração da própria campanha.

    TSE proíbe pedido de voto no dia da eleição

    A declaração chama atenção por ocorrer no próprio dia da votação. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa que pedir votos, distribuir propaganda ou abordar eleitores com a intenção de influenciar sua escolha são condutas proibidas neste domingo.

    De acordo com a Justiça Eleitoral, a boca de urna ocorre quando existe tentativa de convencer o eleitorado a votar em determinada candidatura, partido, federação ou coligação. A Lei das Eleições também proíbe a arregimentação de eleitores e a divulgação de propaganda eleitoral durante o dia do pleito.

    No entanto, eventual caracterização da declaração como crime eleitoral depende da análise das circunstâncias do caso pelas autoridades competentes. Portanto, o fato de Flávio Bolsonaro pedir voto após deixar a seção pode gerar questionamento eleitoral, mas não significa automaticamente que tenha ocorrido crime.

    Manifestação individual continua permitida

    A legislação permite que o eleitor manifeste sua preferência política de maneira individual e silenciosa. Bandeiras, broches, adesivos e outros itens pessoais são permitidos, desde que não configurem manifestação coletiva ou tentativa de convencer outros eleitores.

    Depois dos compromissos no Rio de Janeiro, a previsão da campanha é que Flávio siga para Brasília, onde deve acompanhar a apuração dos votos.

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