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    EX-GOVERNADORES QUE DEIXARAM O CARGO PARA DISPUTAR O SENADO

    Casagrande, Mauro Mendes, Helder Barbalho e João Azevêdo venceram; Gladson Cameli e Wilson Lima ficaram sem vaga.

    Seis governadores que deixaram seus cargos em 2026 disputaram vagas no Senado nas eleições de domingo (4). Desse total, quatro foram eleitos e dois terminaram fora das duas primeiras colocações em seus estados.

    As vitórias ocorreram no Espírito Santo, Mato Grosso, Pará e Paraíba. Por outro lado, as derrotas vieram no Acre e no Amazonas.

    O levantamento considera os governadores que deixaram o Executivo neste ano e efetivamente concorreram ao Senado. Por isso, ficam fora da conta nomes que abandonaram a disputa antes da eleição ou ficaram impedidos de concorrer.

    Quatro ex-governadores chegam ao Senado

    No Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB) conquistou uma das duas vagas. Ele recebeu 995.361 votos, ou 24,70% dos válidos. Evair de Melo (Republicanos) ficou com a outra cadeira.

    Casagrande já exerceu mandato no Senado entre 2007 e 2011.

    Em Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil) terminou em primeiro lugar, com 1.187.352 votos, equivalentes a 33,21%. Zé Medeiros (PL) conquistou a segunda vaga.

    Já no Pará, Helder Barbalho (MDB) também confirmou a eleição. O ex-governador recebeu 26,1% dos votos válidos, enquanto Chicão (União Brasil) garantiu a segunda cadeira, com 22,45%.

    Na Paraíba, João Azevêdo (PSB) liderou a votação para o Senado. Ele recebeu 1.391.994 votos, ou 32,50%.

    Veneziano Vital do Rêgo (MDB), por sua vez, conquistou a reeleição com 22,76%.

    Gladson fica em terceiro no Acre

    A primeira derrota entre os ex-governadores ocorreu no Acre.

    Gladson Cameli (PP) terminou em terceiro lugar e ficou sem uma das duas vagas disponíveis.

    Marcio Bittar (PL) liderou a votação. Em seguida, Mara Rocha (Republicanos) apareceu na segunda colocação.

    Gladson recebeu 145.244 votos, equivalentes a 16,59%.

    Assim, a renúncia ao governo não terminou com uma cadeira no Senado para o ex-governador acreano.

    Wilson Lima termina em quarto no Amazonas

    A outra derrota ocorreu no Amazonas.

    Wilson Lima (União Brasil) deixou o Governo do Estado em abril para concorrer ao Senado. No entanto, terminou a disputa na quarta posição.

    O ex-governador recebeu 456.854 votos, ou 11,89% dos válidos.

    Enquanto isso, Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB) conquistaram a reeleição e ficaram com as duas cadeiras disponíveis.

    Outros ex-governadores ficaram fora da eleição

    O grupo de seis não inclui políticos que deixaram o governo, mas acabaram fora das urnas.

    Em Roraima, Antonio Denarium ficou inelegível por oito anos após decisão do Tribunal Superior Eleitoral. Com isso, não disputou as eleições de 2026.

    No Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) deixou o governo com a intenção de concorrer ao Senado. Posteriormente, porém, desistiu da candidatura.

    Já no Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) também abandonou o projeto de disputar uma cadeira no Senado.

    Dessa forma, esses nomes não entram no levantamento dos seis ex-governadores que efetivamente participaram da eleição.

    Senado renovou 54 cadeiras

    Ao todo, os eleitores escolheram 54 senadores nas eleições de 2026, o equivalente a dois terços das 81 cadeiras da Casa.

    Cada estado e o Distrito Federal elegeram dois representantes.

    Por fim, Renato Casagrande, Mauro Mendes, Helder Barbalho e João Azevêdo tomarão posse em 1º de fevereiro de 2027. Os mandatos terão duração de oito anos, até 31 de janeiro de 2035.

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