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    Flávio critica fim da escala 6×1 e tema vira disputa com Lula no segundo turno

    Candidato do PL chama avanço da proposta de “oportunismo”; Lula aposta na redução da jornada enquanto Senado acelera discussão da PEC

    O fim da escala 6×1 entrou de vez na disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

    De um lado, Lula tenta transformar a redução da jornada de trabalho em uma das principais bandeiras do segundo turno. Do outro, Flávio critica o avanço da proposta no Congresso e acusa o governo de explorar o tema durante a campanha eleitoral.

    Nesta semana, o candidato do PL classificou a movimentação como “oportunismo eleitoral”. Segundo Flávio, o governo teve tempo para avançar com mudanças na jornada e decidiu acelerar a pauta às vésperas da votação.

    Flávio defende modelo diferente

    Flávio também apresenta uma alternativa à proposta atualmente em discussão.

    Em vez de simplesmente reduzir a jornada com manutenção integral do salário, o candidato defende maior liberdade para que trabalhadores definam quantas horas pretendem trabalhar.

    Nesse modelo, a remuneração seria proporcional ao período trabalhado.

    Assim, a proposta de Flávio abre espaço para jornadas menores, mas também pode resultar em remuneração inferior, dependendo do número de horas escolhidas pelo trabalhador.

    O candidato já havia defendido esse formato durante o primeiro turno.

    Senado acelera discussão da PEC

    Enquanto Lula e Flávio disputam a narrativa política, o Senado avançou com a proposta.

    A Casa iniciou nesta terça-feira (6) a primeira das cinco sessões de discussão exigidas antes da votação em primeiro turno.

    A PEC prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com duas folgas obrigatórias por semana e sem redução salarial. A transição ocorreria de forma gradual.

    Além disso, o texto estabelece uma primeira etapa de 42 horas. Depois, a jornada cairia para 40 horas semanais.

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sinalizou que a votação em primeiro turno poderá ocorrer já na próxima semana.

    PEC precisa de 49 votos

    Como se trata de uma Proposta de Emenda à Constituição, o texto precisa do apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores, em dois turnos.

    Antes da primeira votação, porém, o Senado precisa cumprir as cinco sessões regimentais de discussão.

    Caso a proposta seja aprovada no primeiro turno, ainda haverá outras três sessões de debate antes da segunda votação.

    Por isso, mesmo com a aceleração da pauta, a aprovação definitiva antes do segundo turno presidencial não está garantida.

    Escala 6×1 vira tema de campanha

    Lula passou a defender com maior intensidade o fim da escala 6×1 e pressiona o PL a se posicionar sobre a proposta.

    Nesta terça, o presidente afirmou que a votação mostrará quais partidos apoiam ou rejeitam a mudança na jornada.

    Enquanto isso, aliados do governo veem a pauta como uma forma de mobilizar trabalhadores durante a reta final da eleição.

    A campanha de Flávio reage apontando oportunismo e defendendo outro modelo de relação entre jornada e remuneração.

    Dessa forma, uma pauta trabalhista passou a ocupar espaço central no segundo turno.

    Lula defende redução para 40 horas semanais, duas folgas e manutenção salarial. Flávio Bolsonaro critica o formato em discussão e propõe maior flexibilidade para trabalhadores definirem jornada e remuneração.

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