TSE cobra explicações da Meta após reclamação da campanha de Lula
Empresa terá 48 horas para detalhar eventuais restrições a publicações e critérios de distribuição de conteúdo; Meta nega favorecimento a Flávio Bolsonaro.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou neste sábado (10) que a Meta, responsável pelo Facebook e Instagram, apresente esclarecimentos técnicos em até 48 horas. A medida atende a uma representação da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que questiona supostas restrições às publicações da campanha. O ministro Marco Aurélio Bellizze também ordenou que a empresa preserve registros de moderação, dados de anúncios e métricas relacionados ao processo. Segundo a campanha petista, a plataforma prejudica a divulgação de seus conteúdos e favorece Flávio Bolsonaro (PL).
Além disso, a Meta deverá explicar eventuais medidas aplicadas aos perfis de Lula e de aliados desde 16 de agosto. O despacho cobra esclarecimentos sobre as métricas de vídeos publicados em 7 de outubro e a desativação da conta de anúncios em 23 de setembro. A empresa também terá de informar se aplicou os mesmos critérios às duas candidaturas nos sistemas de recomendação. Bellizze considerou necessária uma análise técnica antes de decidir sobre o pedido de urgência.
Por outro lado, a Meta classificou as acusações como falsas e afirmou que os problemas técnicos mencionados também afetaram outros países e contas. A empresa declarou que cumpre as normas eleitorais e garante igualdade no uso de suas plataformas. Após a resposta, a coligação de Lula e a Procuradoria-Geral Eleitoral terão, sucessivamente, 24 horas cada para se manifestar. Em seguida, o ministro analisará o pedido de medida urgente.