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    Trump assina tarifa contra o Brasil, mas isenta alimentos, minérios e setor de aviação

    Medida entra em vigor no dia 6 de agosto e exclui suco de laranja, celulose e aeronaves civis; decisão traz alívio parcial a exportadores brasileiros

    Tarifa entra em vigor com impacto parcial

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (30) a aplicação de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A medida, fundamentada na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), representa um endurecimento nas relações comerciais entre os países. Dessa forma, a tarifa começará a valer no próximo dia 6 de agosto, oferecendo alguns dias para reações diplomáticas.

    Alguns setores escapam da cobrança

    Apesar do impacto geral, a Casa Branca determinou exceções para setores estratégicos. Produtos como suco de laranja, celulose e aeronaves civis seguem liberados da nova alíquota. Assim, a indústria nacional e o agronegócio conseguem algum fôlego. A Embraer, por exemplo, manterá seu acesso ao mercado norte-americano sem alterações.

    No agronegócio, o suco de laranja continua isento, incluindo a polpa congelada e os sucos concentrados, com variados níveis de Brix. Além disso, a celulose química — de coníferas e não-coníferas, branqueada ou não — também permanece fora da lista de produtos tarifados.

    Energia e mineração permanecem protegidos — por ora

    Produtos ligados à energia e à mineração também ficaram de fora da tarifa, pelo menos neste momento. No entanto, a Casa Branca alertou que essas isenções podem ser revistas. Ou seja, não há garantia de que continuarão fora da lista futuramente.

    EUA criticam governo Lula

    Segundo o documento divulgado, o governo brasileiro estaria violando princípios democráticos. Washington acusa o presidente Lula de perseguir politicamente o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. Além disso, os Estados Unidos reclamam de pressões sobre empresas de tecnologia, que estariam sendo forçadas a censurar conteúdos e entregar dados de usuários.

    O governo americano mencionou diretamente o ministro Alexandre de Moraes, do STF, alegando que suas ações ameaçam a liberdade de expressão e o Estado de Direito.

    Brasil articula resposta internacional

    Enquanto isso, o Itamaraty avalia uma resposta formal. O governo brasileiro pode acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) e buscar apoio diplomático. A expectativa é de que algum posicionamento oficial ocorra antes da data de vigência da tarifa.

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