Retomada das negociações da COP30 após incêndio
Secretário Valter Correia confirma que atividades voltaram ao normal e que a segurança foi restabelecida após vistoria dos bombeiros
As negociações da COP30 foram retomadas ainda na noite desta quinta-feira (20), após um princípio de incêndio atingir um trecho da Zona Azul, em Belém. O secretário extraordinário da COP30, Valter Correia, confirmou a volta das atividades e informou que os trabalhos continuarão nesta sexta-feira (21), às 8h. Além disso, ele destacou que as equipes de segurança normalizaram toda a área.
Durante entrevista à TV Brasil, Correia afirmou que a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e a Organização das Nações Unidas reassumiram o controle do espaço. Assim, as negociações puderam avançar sem riscos. “Às 20h40 restabelecemos as relações com a UNFCCC. Agora retomamos as negociações e amanhã seguimos com a agenda normal”, declarou.
Área isolada e eventos normalizados
O incêndio atingiu apenas um pequeno setor dos pavilhões. Dessa forma, a equipe técnica isolou o local e suspendeu momentaneamente as atividades da Zona Verde. Entretanto, os demais espaços continuaram seguros. Conforme Correia, a evacuação ocorreu por precaução e evitou problemas maiores.
“Identificamos o foco e, dessa maneira, decidimos isolar a área. As demais estruturas permanecem operando normalmente. A Zona Verde funciona sem restrições e a Zona Azul já tem atividades retomadas”, explicou o secretário.
Segundo ele, o Corpo de Bombeiros controlou o fogo rapidamente. “Em seis minutos já não havia mais sinal do incêndio. Os bombeiros agiram de forma exemplar, junto com as equipes da ONU e da UNFCCC”, afirmou.
Bombeiros emitiram novo alvará e investigações avançam
Os trabalhos só continuaram após uma vistoria completa na Zona Azul. Dessa forma, o Corpo de Bombeiros emitiu um novo alvará de segurança e garantiu que o espaço apresenta condições adequadas para receber o público. “A ONU precisava dessa certificação, e os bombeiros já confirmaram que não existe risco”, disse Correia.
Enquanto isso, as investigações seguem para identificar a causa do incêndio. A suspeita inicial aponta para uma sobrecarga elétrica. No entanto, os bombeiros ainda analisam os equipamentos atingidos. O Ministério da Saúde informou que 21 pessoas receberam atendimento médico: 19 por inalação de fumaça e duas por crise de ansiedade. Assim, nenhuma delas apresentou ferimentos graves.
“Continuamos coletando informações para identificar a origem do problema. Sabemos que não houve falha estrutural. Agora buscamos entender exatamente o que provocou essa sobrecarga”, concluiu o secretário.