Sindicato denuncia prisão de jornalistas na Venezuela após queda de Maduro
Entidade afirma que detenções ocorreram durante cobertura política em meio ao processo de transição no país
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa (SNTP) denunciou, nesta segunda-feira (5), a prisão de ao menos sete jornalistas e profissionais de imprensa na Venezuela. As detenções ocorreram após a queda de Nicolás Maduro e, segundo a entidade, aconteceram ao longo da manhã e da tarde, em um momento de forte tensão política.
Conforme o sindicato, agentes de segurança abordaram jornalistas dentro e nos arredores da Assembleia Nacional. Os profissionais acompanhavam a movimentação política e institucional no local, considerado estratégico no atual cenário de transição. Segundo o SNTP, as forças de segurança não apresentaram justificativas claras no momento das abordagens.
Além disso, o sindicato informou que três dos detidos já deixaram a custódia das autoridades. No entanto, a entidade cobra a liberação imediata dos demais profissionais. Para o SNTP, a manutenção das prisões amplia o clima de insegurança e intimidação contra o exercício do jornalismo no país.
Em nota pública, o sindicato afirmou que não existe transição democrática possível enquanto persistirem práticas como perseguição política, censura e prisões arbitrárias. Segundo a entidade, a presença da imprensa em espaços institucionais garante transparência e fiscalização pública, especialmente em períodos de instabilidade.
Por fim, o SNTP reforçou o pedido por garantias ao livre exercício do jornalismo e pelo respeito aos direitos fundamentais. A entidade também informou que seguirá monitorando novos episódios e denunciando qualquer violação contra profissionais de imprensa na Venezuela.