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    EUA ampliam presença naval no Golfo Pérsico

    Analistas de inteligência de fontes abertas indicam que cerca de um terço dos navios operacionais da Marinha dos Estados Unidos está no entorno do Golfo Pérsico. O movimento é expressivo. Além disso, ocorre em meio ao aumento das tensões com o Irã.

    Entre os meios destacados estão o porta-aviões USS Abraham Lincoln e o envio do USS Gerald R. Ford. Juntos, formam dois grupos de ataque nucleares. Também há submarinos e dezenas de navios de escolta. Portanto, trata-se de uma das maiores concentrações navais recentes na região.

    Reforço aéreo e preparo prolongado

    Além da presença marítima, os EUA ampliaram o contingente aéreo. Foram enviados caças, drones e aviões de reabastecimento. Ao mesmo tempo, houve reforço de tropas em bases estratégicas.

    Esse conjunto indica preparo para uma campanha prolongada. Contudo, especialistas observam que o formato da mobilização não aponta, até agora, para uma invasão terrestre.

    O peso estratégico do Estreito de Ormuz

    A movimentação ocorre em torno do Estreito de Ormuz, um dos pontos mais sensíveis do comércio global. Por ali passa mais de 20% do petróleo consumido no mundo.

    Assim, qualquer incidente pode afetar o mercado internacional. Um ataque a um único petroleiro, por exemplo, teria impacto imediato nos preços. Por isso, Washington mantém presença constante na área sempre que a crise aumenta.

    Semelhanças e diferenças históricas

    A estratégia lembra o cenário que antecedeu as guerras de 1991 e 2003. Naqueles momentos, grupos de porta-aviões e mísseis de cruzeiro ficaram prontos para uso antes da ofensiva inicial.

    No entanto, há uma diferença central. Naquelas ocasiões, houve acúmulo maciço de tropas e blindados para invasão. Agora, esse movimento terrestre não é observado. Dessa forma, o padrão atual sugere outro tipo de operação.

    Possível cenário de ataque

    O dispositivo militar é compatível com uma campanha aérea intensa. Nesse modelo, os ataques focariam na degradação da infraestrutura militar iraniana. Primeiro, buscariam neutralizar radares e sistemas antiaéreos. Depois, atingiriam centros de comando e controle.

    Portanto, a hipótese mais provável é de uma ofensiva estratégica, porém limitada. Ainda assim, o volume de forças permite semanas de combate. Por enquanto, não há sinais claros de intenção de ocupação total do território iraniano. Entretanto, o risco de escalada permanece elevado caso haja qualquer incidente no Estreito de Ormuz.

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