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    Opep+ aumenta produção após crise em Ormuz

    petroleo guiana e venezuela

    A Opep+ aumenta produção após crise em Ormuz e anuncia acréscimo de 206 mil barris por dia a partir de abril de 2026. A decisão surge após o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia. Assim, o grupo busca reduzir a pressão sobre os preços internacionais. Além disso, tenta sinalizar estabilidade em meio à escalada militar no Oriente Médio.

    O aumento reverte parte dos cortes de 1,65 milhão de barris por dia adotados em abril de 2023. No entanto, a aliança afirmou que manterá flexibilidade total para ajustar a oferta caso o cenário piore. Dessa forma, a Opep+ procura equilibrar oferta e demanda diante de um ambiente de forte instabilidade. Ao mesmo tempo, o grupo reforça que pode suspender ou ampliar os ajustes se o mercado exigir.

    Crise em Ormuz eleva tensão no mercado

    A crise em Ormuz começou após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Em resposta, Teerã passou a mirar bases militares desses países na região. Como consequência, o Estreito de Ormuz foi fechado por questões de segurança.

    Mais de 20% do petróleo mundial passa pelo estreito. Por isso, qualquer interrupção impacta imediatamente o abastecimento global. Pelo menos 150 petroleiros estão ancorados no Golfo Pérsico. Além disso, dezenas de navios aguardam autorização para atravessar o ponto de estrangulamento.

    Os preços do barril chegaram a US$ 73 na sexta-feira (27). Portanto, o mercado já reage ao risco de um conflito prolongado. Enquanto isso, operadores acompanham dados de rastreamento marítimo para medir o impacto logístico.

    Países da Opep+ que aprovaram o aumento

    Participaram da reunião virtual:

    • Arábia Saudita

    • Rússia

    • Iraque

    • Emirados Árabes Unidos

    • Kuwait

    • Cazaquistão

    • Argélia

    • Omã

    O grupo voltará a se reunir em 5 de abril. Até lá, continuará monitorando preços e conformidade das metas. Caso necessário, poderá ampliar, suspender ou reverter os ajustes voluntários. Por fim, a decisão indica que, diante da crise em Ormuz, a Opep+ optou por agir rapidamente, mas mantém cautela diante da incerteza geopolítica.

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