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    HMAP reduz em 56,25% o tempo de internação cirúrgica

    Projeto de cirurgias eletivas, voltado a pacientes com comorbidades controladas, prevê internação e alta no mesmo dia da cirurgia, com foco em segurança, agilidade e melhor uso dos leitos hospitalares.

    O Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia Iris Rezende Machado (HMAP) implantou o modelo Day Clinic e reduziu em 56,25% o tempo de permanência de pacientes em cirurgias eletivas. A unidade é ligada à Secretaria Municipal de Saúde, foi construída e é mantida pela prefeitura, e tem gestão do Einstein. Em nove meses, mais de 200 pacientes passaram pelo novo fluxo. Assim, o tempo médio de internação caiu de 1,6 dia para 0,7 dia.

    Segundo o secretário municipal de Saúde, Alessandro Magalhães, a iniciativa amplia a qualificação da assistência. Além disso, ele afirma que o modelo segue uma diretriz do prefeito Leandro Vilela para toda a rede municipal. De acordo com o secretário, o Day Clinic une eficiência operacional, uso racional dos leitos e manutenção dos padrões de segurança e qualidade. Por isso, a proposta amplia o acesso da população às cirurgias e fortalece a capacidade de resposta da rede.

    Para o diretor médico do HMAP, Pedro Vieira, o resultado reforça a eficiência do modelo de gestão do Einstein. Segundo ele, a unidade adota protocolos clínicos baseados em evidências e otimiza recursos sem abrir mão da qualidade, da segurança e da experiência do paciente. Dessa forma, o projeto mostra que a rede pública pode inovar e entregar mais valor à população.

    Novo fluxo

    A iniciativa mantém todas as etapas dos fluxos clínicos e preserva os critérios de segurança e qualidade assistencial. No entanto, o novo formato mudou a rotina de internação. Antes, o paciente entrava no hospital às 20h do dia anterior e seguia no leito até a cirurgia, marcada para a manhã seguinte. Agora, ele chega por volta das 5h, entra no centro cirúrgico cerca de uma hora depois e recebe alta no mesmo dia, após a recuperação.

    O novo fluxo atende pacientes de 14 a 40 anos, sem comorbidades ou com doenças crônicas controladas, que passam por cirurgias de pequeno e médio porte. Segundo o coordenador do departamento de cirurgia do HMAP e responsável pelo projeto, Leandro Machado, os resultados têm sido positivos desde o início. Ele destaca que o hospital melhorou o giro de leitos e, ao mesmo tempo, não registrou aumento de complicações nem de reinternações precoces. Além disso, os indicadores seguem estáveis e apresentam melhora progressiva.

    Especialidades

    Atualmente, o Day Clinic contempla cinco especialidades: cirurgia geral, coloproctologia, ginecologia, ortopedia e urologia. Entre os procedimentos, estão retirada de vesícula, correção de hérnias, tratamento de hemorróidas e fístulas anais, histeroscopia, cirurgias de mão, além de casos de hidrocele, varicocele e retirada de duplo J.

    Metodologia

    A meta do hospital é ampliar, aos poucos, o número de pacientes elegíveis ao modelo. Segundo Leandro Machado, a mudança mostra que a assistência cirúrgica pode ser mais ágil, segura e eficiente, sem perda de qualidade. Além disso, ele avalia que a experiência do paciente também melhora com a redução do tempo de permanência.

    A implantação do Day Clinic também resulta da metodologia Lean Six Sigma, usada pelo Einstein em unidades públicas e privadas. Essa abordagem combina eliminação de desperdícios, padronização de processos e redução de falhas. Como resultado, o hospital ganha eficiência e melhora a qualidade da assistência. Em 2025, o HMAP concluiu 18 projetos com essa metodologia.

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