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    Super El Niño deve se formar até julho e acende alerta para calor e chuvas irregulares

    Projeções apontam mais de 90% de chance de ocorrência do fenômeno ainda em 2026, com pico de intensidade previsto para o segundo semestre

    A formação de um Super El Niño em 2026 já é tratada como praticamente certa por modelos climáticos internacionais. Segundo projeções citadas pelo jornal O Tempo, a chance de o fenômeno se estabelecer até julho passa de 90%, com pico de intensidade previsto para o segundo semestre.

    O El Niño ocorre quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes que o normal. No caso de um Super El Niño, esse aquecimento atinge níveis mais elevados e aumenta a chance de efeitos extremos. Por isso, meteorologistas acompanham a evolução do fenômeno com atenção.

    De acordo com a Veja, modelos do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo e do observatório Copernicus indicam que uma área do Pacífico pode chegar a até 3°C acima da média até o fim do ano. Caso isso se confirme, o episódio poderá entrar na lista dos eventos mais fortes já registrados.

    No Brasil, o Super El Niño costuma elevar as temperaturas e alterar o padrão das chuvas. No Sul, há maior risco de precipitações acima da média. Já em áreas do Sudeste e do Centro-Oeste, especialistas apontam possibilidade de atraso na estação chuvosa e chuva mais irregular.

    Apesar do alto grau de probabilidade, a intensidade do fenômeno ainda depende do comportamento do Pacífico nos próximos meses. Portanto, órgãos meteorológicos devem atualizar as previsões ao longo de 2026, especialmente entre julho e dezembro, período considerado decisivo para medir a força do novo El Niño.

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