O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, voltou a defender que a escolha do vice na chapa de Daniel Vilela (MDB) ao Governo de Goiás leve em conta experiência administrativa e capacidade de gestão. Em entrevista à Rádio Difusora FM 95,5, no programa Microfone Aberto, nesta quinta-feira (21), ele afirmou que a função não pode ser tratada como meramente simbólica.
Segundo Mendanha, o futuro vice de Daniel deve estar preparado para assumir o comando do Estado, caso seja necessário. Além disso, ele citou o próprio Daniel Vilela como exemplo de vice com atuação política e administrativa durante a gestão de Ronaldo Caiado.
“O vice não é decorativo, ele tem que ter experiência comprovada”, afirmou.
Exemplos recentes
Para justificar a avaliação, Mendanha citou casos recentes de vices que assumiram o comando de prefeituras em Goiás. Nesse sentido, ele mencionou Rogério Cruz, em Goiânia, episódio que ainda está vivo na memória do goianiense, e Vilmar Mariano, em Aparecida de Goiânia.
No caso de Vilmar, Mendanha lembrou que já reconheceu publicamente ter errado ao fazer uma escolha meramente política para a vice em Aparecida. Segundo ele, a experiência serviu de aprendizado. Por isso, o ex-prefeito diz que a definição da vice precisa considerar preparo, experiência e gestão pública comprovada.
Disputa pela vice
Mendanha também disse que o vice pode assumir o governo por pelo menos nove meses ao fim do mandato, caso Daniel Vilela se desincompatibilize para disputar outro cargo. Dessa forma, segundo o ex-prefeito, a escolha do nome que vai compor a chapa governista em 2026 exige responsabilidade.
O ex-prefeito também negou que pretenda deixar o grupo de Daniel Vilela caso não seja escolhido para a vaga. Além disso, Mendanha disse que não cogita se aproximar de outros projetos políticos, como o do senador Wilder Morais (PL).
Atualmente, nomes como Bruno Peixoto, Adriano da Rocha Lima, Luiz do Carmo e Paulo do Vale também aparecem nos bastidores como cotados para a vice.