Siameses nascidos em Goiânia são viáveis para separação, segundo Zacharias Calil
Bernardo e Eduardo nasceram unidos pela região abdominal e seguem internados na UTI Neonatal do HEMU
Os gêmeos siameses Bernardo e Eduardo nasceram, nesta quinta-feira (28), no Hospital Estadual da Mulher (HEMU), em Goiânia. Os recém-nascidos nasceram unidos pela região abdominal e compartilham o fígado.
Além disso, o nascimento foi acompanhado pelo cirurgião pediátrico Zacharias Calil. Segundo ele, os exames realizados durante a gravidez indicam que os bebês apresentam condições consideradas viáveis para uma futura separação.
Avaliação médica
De acordo com Zacharias, os próximos dias serão decisivos para a evolução clínica dos recém-nascidos. Por isso, a equipe médica deve acompanhar especialmente as primeiras 48 horas na UTI Neonatal.
“Pela nossa experiência médica, os bebês nasceram em condições consideradas viáveis para a separação. Neste momento, o mais importante é acompanhar a evolução clínica deles, especialmente na UTI neonatal, nas próximas 48 horas”, afirmou.
Além disso, o médico destacou que existe possibilidade real de separação. No entanto, a decisão dependerá da evolução dos bebês e de novas avaliações da equipe.
Parto
A mãe dos bebês, Aline Santos Gomes, de 33 anos, veio do Tocantins para Goiânia para receber acompanhamento médico. A cesariana ocorreu no HEMU, unidade referência em atendimentos de alta complexidade e casos raros.
O parto foi conduzido pelas ginecologistas e obstetras Jéssica Alencar, Helenara Abadia e auxiliares. Já o acompanhamento pediátrico contou com Zacharias Calil e com a médica Carmem Batista Arantes.
Estado de saúde
Bernardo e Eduardo nasceram com 36 semanas de gestação e permanecem internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Segundo o primeiro boletim médico divulgado pelo HEMU, os dois apresentam quadro clínico estável.
Bernardo está em suporte ventilatório não invasivo. Eduardo, por outro lado, permanece em ventilação mecânica invasiva. Apesar disso, ambos mantêm sinais vitais estáveis e não precisam de drogas vasoativas.
Acompanhamento
Os bebês seguem em dieta zero, com diurese e evacuação dentro do esperado para o quadro clínico e o tempo de evolução. Além disso, ambos possuem acesso venoso central.
Eles também já passaram por exames complementares, como ecocardiograma, radiografia e exames laboratoriais. Dessa forma, a equipe médica segue monitorando o quadro para definir os próximos passos.
Mãe estável
A mãe dos recém-nascidos também permanece internada em enfermaria do HEMU. Segundo o hospital, Aline está com quadro estável, sinais vitais dentro da normalidade e sem queixas de dor.
Além disso, ela segue acompanhada por familiares. O Hospital Estadual da Mulher informou que mantém toda a assistência necessária aos bebês, à mãe e aos familiares.