Sifaeg intensifica ações de prevenção a incêndios rurais
Setor sucroenergético investe R$ 150 milhões em estrutura de combate ao fogo durante o período de estiagem
Com a intensificação do período seco em Goiás, o Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás (Sifaeg) reforça a campanha de prevenção a incêndios em áreas rurais. A mobilização ocorre durante a safra das usinas, que produzem etanol, açúcar e bioeletricidade.
Além da articulação com órgãos públicos e entidades parceiras, o Sifaeg aposta em comunicação direta com a população. Por isso, a campanha inclui ações em emissoras de rádio, outdoors e outros canais de informação.
Segundo o sindicato, o uso do fogo em áreas de vegetação pode configurar crime ambiental. No entanto, os impactos vão além da responsabilização legal. As queimadas também ameaçam o fornecimento de energia elétrica e podem causar curtos-circuitos, interrupções no abastecimento e danos à infraestrutura.
Impactos
Os prejuízos atingem atividades agroindustriais e serviços essenciais. Assim, hospitais, escolas, comércios e indústrias também podem sofrer reflexos quando incêndios afetam redes de energia e áreas produtivas.
Além disso, a fumaça liberada pelas queimadas agrava doenças respiratórias e compromete a qualidade do ar. No campo, o fogo pode destruir lavouras, reduzir a produtividade agrícola e causar perdas financeiras.
Os incêndios também afetam diretamente a fauna e a flora do Cerrado. Por isso, o Sifaeg orienta a população a evitar o uso de fogo para limpeza de terrenos, manter aceiros e descartar corretamente resíduos e materiais inflamáveis.
Investimentos
Nos últimos anos, as 38 usinas de bioenergia em operação em Goiás investiram cerca de R$ 150 milhões em ações de prevenção e combate a incêndios.
As empresas do setor mantêm programas permanentes de conscientização junto a colaboradores, fornecedores, produtores rurais e comunidades vizinhas. Além disso, investem em equipamentos, tecnologia e capacitação para reduzir riscos e garantir respostas rápidas.
Tecnologia
Os aviões passaram a atuar como aliados das usinas no monitoramento e no combate a incêndios. Com o apoio aéreo, as equipes conseguem identificar focos de fumaça e fogo em grandes áreas antes que as chamas avancem.
Além da detecção precoce, as aeronaves ajudam na coordenação das operações. Dessa forma, fornecem informações em tempo real sobre a localização e o avanço do fogo.
O uso dessa tecnologia complementa o trabalho das brigadas terrestres. Ao mesmo tempo, reforça a proteção das lavouras, das áreas de preservação ambiental e das comunidades vizinhas.
Equipamentos
Segundo o Sifaeg, parte dos equipamentos usados pelas usinas conta com recursos de inteligência artificial. A tecnologia identifica sinais de incêndio e aponta a localização do foco para o acionamento imediato das equipes.
As usinas também usam drones com sensores térmicos e câmeras de alta resolução. Além disso, contam com sistemas de monitoramento por satélite, torres de observação com câmeras 360 graus, sensores infravermelhos e aplicativos de comunicação com produtores e comunidades.
A estrutura inclui ainda caminhões-pipa, tratores adaptados, quadriciclos, veículos especializados e brigadas integradas a sistemas de geolocalização.
Brigadas
O presidente-executivo do Sifaeg/Sifaçúcar, André Rocha, afirma que as agroindústrias mantêm uma ampla estrutura dedicada à prevenção e ao combate aos incêndios.
“Atualmente, as empresas associadas contam com cerca de 4.500 colaboradores atuando em brigadas de incêndio, aproximadamente 700 caminhões-pipa e mais de 200 veículos de apoio. O trabalho é realizado em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar, prefeituras municipais e órgãos ambientais estaduais”, afirmou.
Segundo Rocha, a maior parte dos focos começa fora das áreas de cultivo. “Importante lembrar que os focos de incêndio quase sempre começam fora dos canaviais, em áreas próximas ou às margens de rodovias”, disse.
Prevenção
Para o Sifaeg, a prevenção continua sendo a medida mais eficiente para evitar incêndios e reduzir impactos ambientais, econômicos e sociais.
O combate ao fogo exige investimento, tecnologia e equipes especializadas. No entanto, também depende do compromisso da população.
“A conscientização, o respeito às normas ambientais e a adoção de práticas seguras no meio rural são fundamentais para proteger vidas, preservar o meio ambiente e garantir a continuidade das atividades produtivas no campo”, afirmou André Rocha.