Tarifaço dos EUA pressiona 10 setores brasileiros
Equipamentos de engenharia civil, cimento, madeira, pneus e máquinas elétricas estão entre os segmentos mais expostos ao mercado americano
O tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros colocou setores estratégicos da economia em alerta. A lista dos itens mais expostos inclui equipamentos de engenharia civil, cal, cimento, máquinas elétricas, madeira, pneus, óleos de origem animal, motores e geradores. Juntos, esses segmentos movimentaram bilhões de dólares em exportações para o mercado americano em 2025.
Setores afetados
O maior impacto aparece sobre equipamentos de engenharia civil e construção, que somaram US$ 1,3 bilhão em exportações do Brasil aos Estados Unidos. Em seguida, aparecem cal, cimento e materiais de construção, com US$ 700 milhões. Além disso, máquinas e componentes de energia elétrica chegaram a US$ 660 milhões em vendas ao mercado americano.
Madeira semimanufaturada, pneus e motores também entram na lista de produtos que podem perder competitividade. Portanto, o tarifaço dos EUA tende a afetar com mais força setores industriais e cadeias produtivas que dependem das vendas externas.

Comércio bilateral
Segundo dados do MDIC, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos chegou a US$ 82,8 bilhões em 2025. As exportações brasileiras somaram US$ 37,7 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 45,1 bilhões. Com isso, o Brasil registrou déficit comercial de US$ 7,5 bilhões na relação com os americanos.
Parte dessas vendas, no entanto, fica mais pressionada pelo novo regime tarifário. Embora o impacto geral na economia brasileira seja considerado limitado por algumas análises, o efeito pode ser mais forte em segmentos específicos, como indústria, madeira, máquinas, cimento, pneus e componentes metálicos.
Novos mercados
Diante desse cenário, o governo brasileiro tenta negociar exceções e ampliar mercados para os produtos nacionais. Ao mesmo tempo, empresas exportadoras avaliam custos, contratos e alternativas para reduzir a dependência dos Estados Unidos.
A preocupação central é evitar perda de competitividade em setores que têm presença relevante no mercado americano. Por isso, o tarifaço dos EUA passou a ser acompanhado de perto por empresários, entidades produtivas e integrantes do governo.