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    NASA explica como nasce o El Niño e por que o fenômeno muda o clima

    Aquecimento do Oceano Pacífico começa com mudanças nos ventos e pode alterar chuvas, temperaturas e eventos extremos em várias regiões do planeta

    A NASA explica como nasce o El Niño a partir de um movimento que começa longe do Brasil, nas águas do Oceano Pacífico Equatorial. Em maio, o satélite Sentinel-6 Michael Freilich identificou uma grande massa de água quente avançando de oeste para leste, em direção à costa da América do Sul.

    O deslocamento, conhecido como onda de Kelvin, costuma aparecer antes do desenvolvimento do fenômeno climático. Segundo a agência espacial norte-americana, o nível do mar próximo ao Peru ficou cerca de 15 centímetros acima da média histórica. Isso ocorre porque a água se expande quando fica mais quente.

    Água quente

    Em condições normais, os ventos alísios empurram as águas superficiais mais quentes em direção à Ásia e à Oceania. Enquanto isso, águas frias e profundas sobem perto da costa sul-americana.

    No entanto, quando esses ventos perdem força, a água quente acumulada no oeste do Pacífico começa a voltar para o leste. Dessa forma, as ondas de Kelvin transportam calor por milhares de quilômetros.

    O Sentinel-6 consegue acompanhar esse processo ao medir a altura da superfície dos oceanos. O satélite, lançado em 2020, produz um novo mapa global do nível do mar a cada dez dias.

    Efeito em cadeia

    Entender como nasce o El Niño também exige observar a atmosfera. Isso porque o aquecimento do oceano muda a evaporação, a formação das nuvens e a circulação dos ventos.

    Além disso, a chegada de água quente à costa sul-americana reduz a subida das águas frias das regiões profundas. Quando oceano e atmosfera passam a reforçar essas mudanças, o El Niño se estabelece.

    A NOAA confirmou, em 11 de junho, que as condições de El Niño já estão presentes. A previsão indica fortalecimento até o inverno de 2026 e 2027 no Hemisfério Norte. Há ainda 63% de possibilidade de um episódio muito forte entre novembro e janeiro.

    Impactos no Brasil

    No Brasil, o fenômeno pode mudar a distribuição das chuvas, elevar as temperaturas e aumentar a ocorrência de eventos extremos. Entretanto, os efeitos variam conforme a região e a intensidade alcançada.

    O Transmissão Política já mostrou que a NOAA confirmou o El Niño e acendeu o alerta para o clima extremo. O portal também detalhou como um evento intenso pode ampliar a seca, o calor e as chuvas extremas no Brasil.

    Além disso, o avanço do fenômeno preocupa o agronegócio. A irregularidade das chuvas e o calor elevado podem afetar o calendário de plantio e a produtividade. Veja os possíveis impactos do Super El Niño sobre a seca, o calor e a safra brasileira.

    Portanto, compreender como nasce o El Niño ajuda a explicar por que uma mudança no Pacífico pode atingir cidades, lavouras, reservatórios e sistemas de energia no Brasil.

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