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    Corrida presidencial neste sábado (12): Master, pesquisa e agendas

    Lula e Flávio Bolsonaro levaram a crise no STF aos palanques; Datafolha mostrou disputa apertada, enquanto Caiado permaneceu hospitalizado.

    A corrida pela Presidência ganhou novos capítulos neste sábado (12), a 22 dias do primeiro turno. O caso Banco Master dominou os discursos, enquanto os candidatos percorreram diferentes regiões do país.

    Além disso, os números do Datafolha mantiveram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) à frente. A disputa entre os dois permanece apertada, principalmente em uma eventual votação de segundo turno.

    Master entra nos discursos

    Em Curitiba, Lula participou de um ato na Boca Maldita. Durante o discurso, afirmou que reclamou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sobre a divulgação parcial de documentos.

    Segundo Lula, informações do caso Banco Master estavam sendo liberadas de maneira seletiva. Por isso, o presidente disse ter defendido a retirada completa do sigilo das investigações.

    Lula também declarou que eventuais envolvidos devem responder pelos atos, independentemente do cargo ou da ligação política. Ao mencionar festas atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, afirmou que “quem fez putaria vai ser desmascarado”.

    Enquanto isso, Flávio Bolsonaro iniciou uma série de compromissos no Rio de Janeiro. Ele participou de um encontro em Cabo Frio, seguido por carreatas em Macaé e Campos dos Goytacazes. A programação terminou com comício em Itaperuna.

    Flávio afirmou que a retirada do sigilo da investigação relacionada ao filme “Dark Horse” terá “impacto zero” em sua campanha. A Polícia Federal apura possíveis irregularidades no financiamento da produção. O candidato nega qualquer ilegalidade.

    Além disso, o senador cobrou a abertura de investigações relacionadas ao INSS e ao inquérito das fake news. Ele também afirmou que, se eleito, pretende indicar ministros de perfil conservador ao STF.

    Pesquisa mantém disputa apertada

    O Datafolha mostrou Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno. Flávio Bolsonaro aparece com 35%, uma diferença de quatro pontos percentuais.

    Depois, aparecem Augusto Cury (Avante), com 6%; Ronaldo Caiado (PSD), com 4%; Renan Santos (Missão), com 3%; e Romeu Zema (Novo), com 2%.

    Em um eventual segundo turno, Lula registra 46%, enquanto Flávio soma 44%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.

    Por outro lado, o agregador de pesquisas do UOL mostrou a distância entre os dois principais candidatos caindo de seis para cinco pontos. A ferramenta reúne diferentes levantamentos registrados na Justiça Eleitoral.

    Caiado segue hospitalizado

    Ronaldo Caiado permaneceu sem agenda neste sábado. O candidato está internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após receber diagnóstico de pneumonia.

    Inicialmente, os médicos identificaram um quadro de faringite aguda. Entretanto, uma tomografia confirmou a infecção pulmonar e levou ao ajuste do tratamento.

    Segundo o boletim médico, Caiado está clinicamente estável, respira espontaneamente e apresenta boa evolução. O candidato afirmou que espera receber alta neste domingo (13) e retomar a campanha na segunda-feira (14).

    Nas demais agendas, Augusto Cury participou de eventos em Barueri, São Paulo. Renan Santos esteve no primeiro Congresso do Partido Missão em Santa Catarina, realizado em Joinville.

    Romeu Zema, por sua vez, cumpriu compromissos em Sete Lagoas. O candidato visitou o Mercado Municipal, o Hospital Regional e participou de uma mobilização pela prevenção do câncer de mama.

    TSE barra candidatura de Marçal

    Outro fato que repercutiu neste sábado foi a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Pablo Marçal. A Corte rejeitou, por unanimidade, o registro da candidatura do empresário à Presidência.

    Os ministros consideraram a inelegibilidade de Marçal até 2032 e problemas relacionados ao prazo de filiação ao PRTB. Com isso, o nome deverá ser retirado da urna, enquanto o partido poderá apresentar um substituto.

    O Datafolha entrevistou 2.002 eleitores entre os dias 8 e 10 de setembro, em 125 municípios. A margem de erro é de dois pontos, com confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e pela Globo e registrada no TSE sob o número BR-01833/2026.

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