A Prefeitura de Anápolis projeta recuperar a nota B na Capag, indicador do Tesouro Nacional que mede a capacidade de pagamento. A expectativa cresceu após o município sair de um déficit de R$ 270 milhões para um superávit de R$ 194 milhões. Assim, a gestão avalia que o ajuste fiscal pode recolocar Anápolis na nota B na Capag já na próxima análise.
Segundo o secretário Marcelo Olímpio Carneiro, os dados foram enviados ao Tesouro Nacional. Agora, o órgão deve analisar a situação e emitir parecer em maio. De acordo com ele, o avanço das contas reforça a confiança de que Anápolis pode voltar à nota B na Capag.
Ajuste fiscal
A gestão reduziu 47% dos gastos com combustível e 61% com softwares. Além disso, renegociou contratos e adotou soluções internas. Dessa forma, o município reorganizou as finanças e fortaleceu o caminho para recuperar a nota B na Capag.
Para o prefeito Márcio Corrêa, a volta de Anápolis à nota B na Capag pode aliviar o caixa da prefeitura. Isso porque a nova classificação abre margem para renegociar um empréstimo bilionário contratado na gestão anterior. Segundo ele, esse alívio pode ampliar a capacidade de investimento do município.
Receita maior
Os dados também mostram crescimento na arrecadação. O IPTU subiu de R$ 154 milhões para R$ 174 milhões. Já o IRRF passou de R$ 111,7 milhões para R$ 123,8 milhões. Ao mesmo tempo, o número de comissionados caiu 20,46%.
Com isso, a prefeitura afirma que houve mais equilíbrio fiscal. Portanto, a expectativa é de reconhecimento por parte do Tesouro. Caso confirme a nota B na Capag, Anápolis ganhará mais fôlego para investir em áreas estratégicas.
Saúde em alta
Na saúde, os atendimentos cresceram no mesmo período. A Atenção Primária subiu 5,5%. Além disso, a produção ambulatorial avançou 18,9%, enquanto a hospitalar teve alta de 33,2%. Também houve aumento nas visitas domiciliares e nos atendimentos odontológicos.
A rede realizou mais de 140 mil atendimentos de urgência em 2025, com destaque para as UPAs. Já o Samu reduziu em 22% o tempo de resposta. No período, a área teve receita de R$ 200,1 milhões e despesa de R$ 185,7 milhões. Assim, a gestão sustenta que a melhora dos indicadores ajuda Anápolis na busca pela nota B na Capag.