Levantamento aponta valorização imobiliária de 15,5% no Centro de Goiânia
Prefeitura aposta na revitalização da região, com uma série de investimentos e incentivos à ocupação do bairro
A valorização imobiliária no Centro de Goiânia ganhou força nos últimos 12 meses. Segundo dados do FipeZap divulgados em março de 2026, o preço médio do metro quadrado residencial chegou a R$ 5.797, após alta de 15,5%. No mercado de locação, o cenário também mostra avanço. Entre janeiro/março e agosto/outubro de 2025, o valor do m² do aluguel subiu 17%, conforme levantamento da Loft com base em cinco mil anúncios. O resultado reforça o novo momento do bairro e confirma o avanço da valorização imobiliária do Centro de Goiânia.
Meta da prefeitura
Segundo o prefeito Sandro Mabel, a meta é atrair 10 mil pessoas para morar na região. Ele afirma que muitos trabalhadores passam o dia no bairro, mas vivem em áreas mais distantes. Com isso, enfrentam mais gastos e mais tempo de deslocamento. “Nosso objetivo é atrair 10 mil pessoas para o Centro de Goiânia. Sabemos que muitas pessoas trabalham no Centro, mas moram longe. Às vezes elas até pagam um aluguel mais barato, mas gastam tempo e dinheiro no deslocamento. A ideia é ajudar a trazer essas pessoas para o Setor Central, uma localização estratégica e com toda a infraestrutura para receber esses moradores”, disse.
O programa Morar no Centro integra esse pacote de ações. A iniciativa prevê subsídio de até 50% do aluguel, com estimativa de R$ 800 mensais por beneficiário, durante três anos. A prefeitura quer atender até 3 mil famílias, o equivalente a cerca de 10 mil pessoas. Além disso, o programa garante isenção de IPTU aos proprietários no período. A proposta busca dobrar a população local, de 9 mil para 18 mil habitantes, e fortalecer ainda mais a valorização imobiliária no Centro de Goiânia.
Pacote de medidas
Podem entrar no programa imóveis desocupados há mais de 12 meses ou adaptados para uso residencial, como antigos hotéis. Além disso, outras medidas reforçam a aposta na retomada da região. A modernização da iluminação pública pelo Brilha Goiânia começou justamente no bairro. Ao mesmo tempo, a prefeitura implantou a Zona 50, que elevou de 40 km/h para 50 km/h o limite de velocidade em vias como as avenidas Araguaia, Tocantins, Paranaíba, Anhanguera e a Rua 3.
O pacote também inclui nova sinalização e o sistema de Onda Verde. Além disso, a maior presença da Guarda Civil Metropolitana impactou a rotina do comércio, que passa por retomada na gastronomia, na cultura e na vida noturna. Esse conjunto de ações ajuda a explicar a valorização imobiliária do Centro de Goiânia, que vem chamando a atenção de moradores e investidores.
Reflexos na economia
Os efeitos já aparecem na economia local. De janeiro de 2025 a fevereiro de 2026, o Centro registrou a abertura de 1.618 novas empresas. Com esse resultado, o bairro ficou na quinta posição entre os bairros da capital, atrás apenas dos setores Bueno, Marista, Jardim América e Jardim Goiás. De acordo com a administração municipal, medidas de zeladoria, segurança, reconfiguração viária e reordenamento urbano ajudam a explicar esse novo ciclo.
Além disso, incentivos como isenção de IPTU por até cinco anos ampliam o interesse de investidores e de novos projetos imobiliários. Para o presidente da Associação Comercial e Industrial do Centro de Goiânia e Adjacências, Antônio Ferreira Filho, a reorganização já começa a trazer atividades econômicas de volta para a região. “Já temos empresas voltando e um movimento de retomada. O Centro tem vocação para comércio e serviços, com facilidade de acesso. Quando há organização e sensação de segurança, isso naturalmente atrai negócios e pessoas novamente”, afirmou. Nesse cenário, a valorização imobiliária no Centro de Goiânia aparece como um dos principais sinais da transformação em curso.
Fotos: Joabe Mendonça