Decco mira Luan Alves em investigação sobre suposto esquema de propina em Goiânia
Vereador do MDB e ex-presidente da Amma foi alvo de busca em apuração sobre suposta cobrança de vantagens para liberar alvarás e licenças
A Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Decco) cumpriu, nesta quarta-feira (10), mandados de busca e apreensão contra o vereador Luan Alves (MDB), em Goiânia. A operação apura um suposto esquema de cobrança de vantagens indevidas para liberar alvarás e licenças na capital.
Luan Alves, filho do deputado estadual Clécio Alves, presidiu a Agência Municipal do Meio Ambiente de Goiânia. Agora, a investigação tenta esclarecer a atuação de agentes públicos e políticos em processos ligados a autorizações municipais.
Apuração mira período entre 2017 e 2022
Segundo a investigação, os fatos ocorreram entre 2017 e 2022. Nesse período, empresários que atuavam com carretas de entretenimento, parques de diversão e praças de alimentação teriam enfrentado cobranças para conseguir autorizações da Prefeitura de Goiânia.
Além disso, os investigadores apuram relatos de exigência de dinheiro, transferências por Pix, depósitos bancários e até prestação de serviços gratuitos. Dessa forma, a Decco mira Luan Alves dentro de uma apuração mais ampla sobre possíveis entraves criados na liberação de documentos.
Ex-vereador também é citado
Outro nome citado como alvo de busca é o do ex-vereador Paulo Henrique da Farmácia. Ele comandou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Goiânia.
O caso ganhou força após o relato de um empresário. Segundo ele, a empresa deixou de operar em Goiânia em 2021 porque não conseguiu arcar com as supostas cobranças. O prejuízo calculado pelo empresário passa de R$ 400 mil.
Papel de Luan na investigação
De acordo com investigadores, Luan Alves não aparece pedindo dinheiro diretamente. No entanto, ele é citado por supostamente criar obstáculos na documentação.
Para a polícia, esses entraves poderiam pressionar empresários interessados em atuar na capital. Por isso, a investigação busca documentos e outros elementos que ajudem a esclarecer a dinâmica do suposto esquema.
Crimes investigados
A operação apura os crimes de corrupção, concussão e associação criminosa. Ainda assim, a investigação segue em andamento e deve analisar o material apreendido nos mandados cumpridos nesta quarta-feira.
Com isso, o caso amplia a pressão política sobre Luan Alves na Câmara de Goiânia. Além disso, a apuração reacende o debate sobre fiscalização, licenças municipais e funcionamento de atividades econômicas na capital.