Zacharias cobra diálogo e reage a chapa com Gracinha e Vanderlan
Deputado afirma que recebeu garantia para disputar o Senado pelo MDB e classifica movimento liderado por Alexandre Baldy como uma articulação isolada
O deputado federal Zacharias Calil (MDB) reagiu ao movimento político que busca consolidar apenas duas pré-candidaturas ao Senado dentro da base governista em Goiás.
Em entrevista concedida nesta quarta-feira (15) à Jovem Pan News, o parlamentar afirmou que recebeu garantias para participar da disputa e disse que qualquer mudança precisará ser discutida diretamente com o governador Daniel Vilela (MDB).
A manifestação ocorre após o presidente estadual do Progressistas, Alexandre Baldy, desistir da própria pré-candidatura e defender o apoio a Gracinha Caiado (União Brasil) e Vanderlan Cardoso (PSD).
A posição foi apresentada durante uma reunião realizada na terça-feira (14), com a participação de lideranças da base aliada.
Nos bastidores, a movimentação é vista como uma tentativa de reduzir o número de pré-candidatos governistas.
Atualmente, além de Gracinha e Vanderlan, Zacharias e o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Gustavo Mendanha (PRD) mantêm seus nomes na disputa.
Crítica ao movimento
Em declaração publicada pela coluna Giro, de O Popular, Zacharias afirmou que a política não pode ser conduzida com “soberba” ou com a avaliação de que algumas candidaturas seriam superiores às demais.
Para o deputado, a movimentação anunciada após a reunião de terça-feira representa uma interpretação equivocada.
Ele também defendeu que qualquer decisão seja tomada após uma conversa com todos os integrantes da base.
Zacharias ressaltou ainda que uma articulação desse tipo não poderia atropelar duas pré-candidaturas que considera legítimas.
Segundo ele, o projeto ao Senado também conta com o envolvimento de Daniel Vilela e do presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Bruno Peixoto.
A fala evidencia o desconforto do parlamentar com uma possível definição da chapa sem a participação dos demais pré-candidatos.
Garantia do MDB
Durante a entrevista à Jovem Pan News, Zacharias foi questionado sobre a possibilidade de ter sido traído politicamente.
O deputado respondeu que ainda não conversou com Daniel Vilela e, por esse motivo, não considera que tenha ocorrido uma quebra de compromisso.
Segundo ele, sua filiação ao MDB foi construída a partir de um entendimento que incluía sua pré-candidatura ao Senado.
Zacharias disse que participaram da conversa Daniel, o presidente nacional da sigla, Baleia Rossi, o líder do MDB na Câmara, Isnaldo Bulhões, além de Bruno Peixoto e Amilton Filho.
“No dia em que me filiei ao MDB, houve a garantia de que eu iria para o Senado”, declarou.
O parlamentar afirmou confiar que Daniel não tomará uma decisão sobre a composição da chapa sem antes procurá-lo.
Caso o governador comunique uma mudança, Zacharias disse que lembrará o compromisso firmado anteriormente.
“Acordo é acordo. Na política, a gente tem que ter uma conversa séria”, afirmou.
Posição isolada
Zacharias também endureceu o discurso contra Baldy.
Para ele, o dirigente do PP manifestou uma preferência pessoal, mas não possui autoridade para decidir sozinho quais candidatos representarão toda a base governista.
“Eu acho que isso foi uma posição isolada do Baldy. Ele não decide nada”, afirmou o deputado.
Em seguida, Zacharias declarou que Baldy tem liberdade para apoiar Vanderlan, assim como outras lideranças podem escolher Gustavo Mendanha ou qualquer outro pré-candidato.
Na avaliação dele, o movimento não pode ser tratado como uma decisão oficial de Daniel ou do conjunto dos partidos aliados.
Até o momento, Gracinha e Vanderlan não declararam publicamente que Zacharias ou Mendanha devam abandonar a disputa.
A defesa de uma chapa limitada a dois nomes foi apresentada diretamente por Baldy.
Enquanto aguarda uma conversa com Daniel Vilela, Zacharias mantém sua pré-candidatura e cobra que as decisões da base sejam tomadas com diálogo e respeito aos compromissos firmados.