EUA deixam a UNESCO após adesão da Palestina como Estado-membro
Governo Trump critica decisão da agência da ONU como “altamente problemática” e contrária à política externa dos EUA
Estados Unidos deixam a UNESCO após adesão da Palestina
O governo dos Estados Unidos oficializou a saída da UNESCO, agência da ONU para Educação, Ciência e Cultura, em protesto contra a aceitação da Palestina como Estado-membro. A decisão, anunciada durante a gestão do então presidente Donald Trump, reforça a aliança de Washington com Israel.
Conforme o Departamento de Estado, a inclusão da Palestina foi considerada “altamente problemática” e contrária à política externa americana. Além disso, a nota oficial acusou a UNESCO de fomentar uma retórica anti-Israel em fóruns multilaterais da ONU.
Decisão tem impacto direto no orçamento da agência
A Palestina entrou para a UNESCO como membro pleno em 2011. Desde então, os Estados Unidos suspenderam o repasse de recursos. Com a retirada formal, o corte no orçamento se torna definitivo.
Além disso, a saída aprofunda o distanciamento dos EUA em relação a organismos internacionais. Durante o mandato de Trump, o país também deixou o Acordo de Paris e abandonou o Conselho de Direitos Humanos da ONU.
UNESCO reage com pesar e reforça missão pela paz
A diretora-geral da UNESCO à época, Irina Bokova, lamentou a decisão americana. Segundo ela, a organização atua pela paz por meio da educação e da cultura. “O ideal da cooperação internacional não pode ser reduzido a interesses políticos imediatos”, declarou Bokova.
Enquanto isso, entidades multilaterais expressaram preocupação com o crescente isolamento dos EUA em pautas globais. A decisão foi vista como um retrocesso diplomático.
Trump fortalece política externa de apoio total a Israel
A decisão de sair da UNESCO reflete a linha dura da política externa de Trump. O republicano rejeitou reconhecer a Palestina como Estado soberano antes de um acordo direto com Israel. Assim, reforçou o compromisso com o governo israelense em todas as instâncias diplomáticas.
Por fim, a saída da UNESCO marca mais um capítulo no reposicionamento dos EUA diante de instituições internacionais que, segundo Washington, tratam Israel de forma parcial.