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    Mercosul-UE avança e pressiona Brasil

    Argentina e Uruguai ratificam acordo histórico e ampliam cobrança sobre o Senado brasileiro

    O Acordo Mercosul-UE ganhou força nesta quinta-feira (26). Argentina e Uruguai concluíram a ratificação do tratado de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, encerrando uma etapa histórica após 25 anos de negociações. Com isso, o Acordo Mercosul-UE entra em fase decisiva e aumenta a pressão política sobre o Brasil.

    No Senado da Argentina, a aprovação foi ampla: 69 votos favoráveis e apenas três contrários. O resultado consolidou o apoio institucional de Buenos Aires ao texto assinado em janeiro. Já o Uruguai também confirmou o tratado em seu Parlamento, reforçando o movimento coordenado no Cone Sul.

    Enquanto isso, no Brasil, o texto já passou pela Câmara dos Deputados. No entanto, ainda aguarda análise do Senado Federal para seguir à sanção presidencial.

    Resistência europeia ameaça implementação do tratado

    Apesar do avanço na América do Sul, o cenário europeu permanece delicado. Países como Alemanha e Espanha defendem o acordo como estratégico para ampliar mercados e fortalecer cadeias produtivas.

    Por outro lado, a França lidera resistência ao pacto. O governo francês argumenta que a ampliação da entrada de commodities sul-americanas — especialmente carne bovina e açúcar — pode pressionar agricultores locais. Além disso, o lobby do setor agrário intensificou a articulação política para impor novas exigências ambientais e sanitárias.

    Portanto, embora o Acordo Mercosul-UE avance institucionalmente, ele ainda enfrenta barreiras diplomáticas relevantes no continente europeu.

    Senado brasileiro vira peça-chave

    Agora, o foco recai sobre o Congresso Nacional brasileiro. Como maior economia do Mercosul, o Brasil exerce papel central na consolidação do tratado. Se o Senado aprovar o texto, o país sinalizará compromisso definitivo com a abertura comercial entre os blocos.

    Além disso, o Paraguai ainda precisa concluir sua validação interna. Somente após a ratificação completa de todos os membros e do Parlamento europeu o tratado poderá entrar plenamente em vigor.

    Se confirmado, o Acordo Mercosul-UE criará uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, conectando centenas de milhões de consumidores e movimentando bilhões de euros em comércio bilateral. Dessa forma, a decisão brasileira pode acelerar uma nova etapa da integração econômica global.

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