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    Trump diz que pode fazer com Cuba “qualquer coisa que quiser”

    Presidente dos Estados Unidos diz que pode fazer “o que quiser” com Cuba, enquanto a ilha enfrenta colapso elétrico e negociações delicadas com Washington

    As declarações de Donald Trump sobre Cuba abriram uma nova frente de tensão diplomática no continente. Além disso, ao afirmar que pode fazer “o que quiser” com a ilha e ao falar em “tomar Cuba de alguma forma”, o presidente dos Estados Unidos elevou o tom em meio a conversas bilaterais que, ao menos oficialmente, buscavam melhorar uma relação historicamente conflituosa. As falas ocorreram justamente quando Cuba enfrenta uma grave crise energética e viu sua rede elétrica nacional entrar em colapso em 16 de março de 2026.

    A crise ocorre em um cenário de forte pressão econômica. Segundo relatos internacionais, Cuba sofre com escassez de combustível, apagões recorrentes e desgaste de sua infraestrutura elétrica. Com isso, o colapso do sistema deixou milhões de pessoas sem energia e aprofundou a instabilidade interna no país.

    Fala de Trump amplia a pressão sobre Cuba

    Trump afirmou a jornalistas que teria a “honra” de “tomar Cuba” e declarou que poderia fazer “qualquer coisa” com o país. Além disso, no domingo, 15 de março, disse que os Estados Unidos conversam com Cuba, mas que antes pretendem “resolver o Irã”. Dessa forma, o discurso indica que a Casa Branca mistura pressão diplomática, ameaça e negociação na condução do tema cubano.

    Ao mesmo tempo, informações publicadas pela imprensa internacional apontam que a saída do presidente cubano Miguel Díaz-Canel estaria entre os objetivos centrais dos EUA nas negociações. Ainda assim, Cuba reagiu com firmeza a qualquer sinal de ingerência externa. Díaz-Canel declarou recentemente que espera diálogos baseados em igualdade, respeito à soberania e autodeterminação.

    Crise energética agrava o cenário em Havana

    O endurecimento do discurso americano coincide com um momento especialmente delicado para Havana. A rede elétrica cubana entrou em colapso na segunda-feira, 16 de março, em mais um episódio grave de uma crise que já vinha provocando apagões em larga escala. Segundo autoridades e agências internacionais, o sistema sofre com falta de manutenção, infraestrutura envelhecida e dificuldade para garantir fornecimento regular de combustível.

    Por isso, a economia cubana segue ainda mais pressionada. O país enfrenta racionamento, interrupções prolongadas de energia e sinais crescentes de desgaste social. Além do mais, protestos recentes em cidades do interior expuseram a insatisfação popular diante da falta de luz, comida e combustível.

    Escalada retórica aumenta a incerteza

    A retórica de Trump rompe com uma linha que, apesar da hostilidade histórica de Washington ao regime cubano, evitava falar abertamente em intervenção direta desde o acordo que encerrou a crise dos mísseis de 1962. Até o momento, a Casa Branca não detalhou qualquer base legal para uma eventual ação mais agressiva contra a ilha.

    Na prática, a fala do presidente americano amplia a incerteza sobre o futuro das negociações. Além disso, reforça a percepção de que Cuba virou peça de pressão geopolítica em um momento de forte instabilidade regional. Para Havana, o desafio é negociar sem ceder em temas centrais de soberania. Já para Washington, o risco é transformar uma crise já grave em um novo foco de tensão internacional.

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