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    Otan não confirma ataque do Irã à base do Reino Unido e EUA no Índico

    Mark Rutte diz que aliança ainda investiga relato sobre suposto lançamento de mísseis iranianos contra base usada por Reino Unido e Estados Unidos no Oceano Índico

    A Otan ainda não confirmou se a base militar de Diego Garcia, no Oceano Índico, foi alvo de um ataque iraniano. No domingo, 22 de março de 2026, o secretário-geral da aliança, Mark Rutte, afirmou que o caso segue em investigação.

    A declaração ocorreu após relatos de que o Irã teria lançado mísseis contra a instalação usada por Reino Unido e Estados Unidos.

    Relatos sobre o caso e resposta do Irã

    Autoridades americanas informaram que dois mísseis balísticos de alcance intermediário seguiram em direção a Diego Garcia. No entanto, os projéteis não atingiram a base. Um deles teria falhado durante o voo.

    O outro levou um navio de guerra dos Estados Unidos a lançar um interceptador SM-3. Até agora, porém, não houve confirmação pública de impacto nas instalações.

    Ao mesmo tempo, o governo iraniano negou qualquer envolvimento. O porta-voz da chancelaria, Esmail Baqaei, classificou a acusação como desinformação. Além disso, usou a cautela de Mark Rutte para reforçar a versão de Teerã.

    Diego Garcia ganha peso estratégico na crise

    O episódio ampliou a tensão porque Diego Garcia ocupa posição estratégica no atual conflito regional. Em 17 de março, o governo britânico confirmou no Parlamento que autorizou o uso de bases como RAF Fairford e Diego Garcia para apoiar operações defensivas dos Estados Unidos na região.

    Ainda assim, Londres afirmou que tenta evitar uma escalada maior da guerra. Se houver confirmação de ataque direto à base, a crise poderá ganhar novo patamar político e militar.

    Por isso, a apuração da Otan passou a ser acompanhada com atenção por aliados europeus e por governos do Oriente Médio.

    Capacidade militar do Irã volta ao centro do debate

    O caso também reacendeu a discussão sobre o alcance real do programa balístico iraniano. Em audiência no Senado dos Estados Unidos, a diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, afirmou que o Irã já demonstrou tecnologias que podem servir de base para um míssil balístico intercontinental no futuro.

    Segundo ela, essa capacidade poderia surgir antes de 2035, caso Teerã decida seguir por esse caminho. Mesmo assim, a avaliação americana não aponta que o Irã já possua esse armamento.

    Dessa forma, o cenário continua cercado de incerteza. Há relatos de lançamento, negativa oficial do Irã e ausência de confirmação pública da Otan sobre qualquer impacto em Diego Garcia.

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