Suspeita de uso de informação privilegiada volta a atingir entorno de Trump
Movimentações atípicas antes do anúncio de trégua de cinco dias contra alvos iranianos reacendem dúvidas no mercado, mas não há prova pública de irregularidade.
A suspeita de informação privilegiada voltou a atingir o entorno do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O motivo foi uma nova movimentação atípica no mercado financeiro antes de um anúncio de forte impacto internacional. Na segunda-feira, 23 de março de 2026, Trump informou que adiaria por cinco dias os ataques contra centrais elétricas iranianas. Logo depois, bolsas subiram e o petróleo recuou com força.
O que mais chamou atenção foi o momento das operações. Minutos antes da declaração pública, houve aumento incomum no volume de contratos futuros ligados ao S&P 500 e ao petróleo. Por isso, surgiram questionamentos no mercado. Afinal, a decisão ainda não era pública e, em tese, estava restrita ao núcleo mais próximo do presidente.
Além disso, o comportamento dos ativos reforçou a desconfiança. Após o anúncio, a cotação reagiu de forma brusca. O S&P 500 avançou, enquanto o petróleo caiu com força. Esse tipo de oscilação já era esperado diante de uma sinalização de trégua. No entanto, o movimento anterior ao comunicado passou a ser o centro das atenções.
A situação ganhou ainda mais peso porque o episódio não seria isolado. No ano passado, movimentos parecidos já haviam levantado suspeitas antes de decisões de forte impacto econômico ligadas a Trump e ao seu entorno. Dessa forma, a repetição do padrão aumentou a pressão por explicações mais claras.
Até agora, não há prova pública de lucro ilegal nem confirmação de repasse indevido de informação. Também não houve anúncio formal de investigação sobre esse novo caso. Mesmo assim, a nova sequência de operações atípicas reacendeu o debate. Agora, a pressão se concentra em uma pergunta central: quem sabia da decisão, quando soube e se alguém se beneficiou disso antes do mercado.