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    Mapa monitora insumos para reduzir impactos da guerra na agricultura

    Ministério da Agricultura acompanha cadeias de suprimentos e orienta cautela diante da pressão sobre os preços dos fertilizantes.

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que tem monitorado de forma permanente as cadeias de suprimentos possivelmente afetadas pela guerra no Oriente Médio.

    Entre os produtos sob acompanhamento estão fertilizantes, como o nitrato de amônio, cuja importação ao Brasil foi temporariamente interrompida pela Rússia por causa da guerra contra a Ucrânia.

    Além disso, o conflito na Europa, iniciado há quatro anos, já provocava volatilidade nos preços e ampliava a corrida global por insumos agrícolas.

    Monitoramento do Mapa

    A fim de evitar que o problema prejudique ainda mais os produtores rurais, o ministério afirma que mantém diálogo com diferentes atores do setor. O objetivo é avaliar alternativas de logística, importação e estratégias que garantam a segurança do abastecimento no país.

    De acordo com a pasta, o Brasil importa “parcela significativa dos fertilizantes utilizados na produção agrícola”. Por isso, o governo tem ressaltado a necessidade de cautela por parte do mercado e dos produtores rurais.

    Especulação e preços dos fertilizantes

    Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a instabilidade internacional tem alimentado movimentos especulativos que pressionam os preços dos fertilizantes. Por isso, Fávaro ressalta que a melhor forma de enfrentar a especulação é “não comprar quando o preço está artificialmente elevado”.

    Em nota, o Mapa informa que a safra de inverno já está plantada ou em fase final de implantação. Com isso, a necessidade imediata de aquisição de fertilizantes fica menor.

    A próxima grande demanda está prevista para setembro, quando será iniciado o plantio da safra de verão.

    “Quem precisava comprar fertilizante para a safra atual já o fez. Para a safra de verão, ainda há tempo. Por isso, a orientação neste momento é aguardar o desenrolar do cenário internacional e evitar compras precipitadas”, explicou Fávaro.

    Além disso, o ministro argumenta que o setor conta com alternativas tecnológicas e estratégias de manejo que podem ajudar a otimizar o uso de nutrientes nas lavouras. Dessa forma, isso reduz impactos de eventuais oscilações de preços no mercado internacional.

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