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    Eleições nos EUA: acompanhe ao vivo a apuração do Senado e da Câmara

    Votação nesta terça-feira (3) define o controle do Congresso americano; primeiros locais fecham as urnas às 20h, pelo horário de Brasília.

    Os Estados Unidos realizam nesta terça-feira (3) as eleições de meio de mandato, que vão definir a composição do Congresso americano durante os dois últimos anos do governo Donald Trump. Os eleitores vão escolher os 435 integrantes da Câmara dos Representantes, disputar 35 cadeiras do Senado e eleger governadores em 36 estados. Pelo horário de Brasília, os primeiros locais de votação começam a fechar às 20h.

    Conhecidas como midterms, essas eleições acontecem na metade do mandato presidencial. Trump não está na disputa, mas o resultado poderá alterar sua relação com o Legislativo. Atualmente, os republicanos controlam as duas Casas do Congresso, enquanto os democratas tentam conquistar a maioria parlamentar.

     

    TRANSMISSÃO POLÍTICA · ESPECIAL EUA 2026

    Apuração do Senado e da Câmara

    Resultados eleitorais consultados em fontes externas. Antes da abertura das contagens, não exibimos votos. Dados parciais não significam vitória declarada.

    01 / SENADO

    Senado dos Estados Unidos

    35 disputas em 2026; o Senado possui 100 cadeiras.

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    02 / CÂMARA

    Câmara dos Representantes

    435 distritos em disputa; maioria de 218 cadeiras.

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    Fontes: watch.vote; contingência: Open America (cobertura parcial). A fonte, o horário e a abrangência são indicados em cada painel. Não somamos bases diferentes.

    Como funciona a disputa pelo Congresso

    O Congresso dos Estados Unidos é formado pela Câmara dos Representantes e pelo Senado. Embora as duas Casas participem do processo legislativo, cada uma possui regras próprias de eleição e composição. Na Câmara, todos os 435 distritos eleitorais escolhem um representante. O partido que conquistar pelo menos 218 cadeiras terá a maioria. Já o Senado possui 100 integrantes, com mandatos de seis anos e renovação parcial. Neste ano, são 35 disputas, incluindo eleições especiais. Os republicanos chegam à votação controlando as duas Casas. Entretanto, uma mudança nessa composição poderá afetar a aprovação de leis, as negociações orçamentárias e a fiscalização do governo Trump. Além disso, uma maioria democrata na Câmara permitiria à oposição assumir a presidência de comissões parlamentares e ampliar investigações sobre a administração presidencial. Por outro lado, a manutenção das maiorias republicanas facilitaria a tramitação das propostas da Casa Branca. Entre os assuntos que dependem de negociações com o Congresso estão impostos, imigração, segurança nacional, orçamento federal e política econômica.

    O que mostram as últimas pesquisas

    As pesquisas nacionais divulgadas na reta final da campanha registraram maior preferência por candidatos democratas. Entretanto, os percentuais variam conforme o instituto, a metodologia utilizada e a população entrevistada. Uma pesquisa AtlasIntel, realizada entre 28 de outubro e 1º de novembro, mostrou 55,5% de preferência nacional pelos democratas e 41,4% pelos republicanos. A diferença chegou a 14,1 pontos percentuais. O levantamento ouviu 3.566 adultos americanos e também registrou 58,6% de desaprovação ao trabalho do presidente Donald Trump, enquanto 40,3% aprovaram sua gestão. Apesar disso, esses números não representam a quantidade de cadeiras que cada partido conquistará. Nos Estados Unidos, os deputados são eleitos individualmente por distrito eleitoral, enquanto os senadores são escolhidos por estado. Portanto, a preferência nacional não determina diretamente a distribuição final das cadeiras. O resultado dependerá das disputas locais e da contagem de votos em cada região.

    Estados para acompanhar

    As disputas pelo Senado no Texas, Michigan, Maine, Kansas, Ohio, Carolina do Norte, Iowa e Alasca estão entre as acompanhadas pela imprensa americana. No Texas, o democrata James Talarico enfrenta o republicano Ken Paxton. Já em Michigan, Abdul El-Sayed disputa uma vaga contra Mike Rogers. No Maine, a senadora republicana Susan Collins concorre contra Troy Jackson. Outras disputas também poderão influenciar a composição do Senado. Além disso, a eleição para a Câmara envolve 435 distritos espalhados pelo território americano. Dessa forma, diferenças pequenas em determinados estados ou distritos podem alterar a distribuição das cadeiras. A definição das maiorias dependerá da soma dos resultados efetivamente registrados.

    Mais de 57 milhões votaram antecipadamente

    A participação eleitoral já registra números expressivos. Segundo dados da Universidade da Flórida divulgados pela Reuters, mais de 57 milhões de americanos haviam votado antecipadamente até segunda-feira (2). O número inclui votos presenciais antecipados e cédulas enviadas pelo correio. Entretanto, a quantidade de votos registrados antes desta terça-feira não revela quais candidatos receberam esses votos. Nos Estados Unidos, cada estado estabelece suas próprias regras eleitorais. Por isso, os prazos de votação antecipada, a utilização de cédulas pelo correio e os procedimentos de contagem variam entre as regiões.

    Que horas começa a apuração no Brasil?

    Diferentemente do Brasil, os Estados Unidos não possuem um horário nacional único para o encerramento da votação. Cada estado estabelece seus procedimentos, e alguns abrangem mais de um fuso horário. Pelo horário de Brasília, os primeiros locais de votação começam a fechar às 20h desta terça-feira, em partes de Indiana e Kentucky. Às 21h, a votação termina na Geórgia e em outros estados do leste americano. Às 21h30, será a vez de Carolina do Norte e Ohio, que também possuem disputas importantes pelo Senado. A partir das 22h, a atenção se volta para estados como Texas, Michigan, Maine e Kansas. Em algumas localidades, porém, a votação continuará por mais tempo. Os estados do oeste terão encerramentos ainda mais tarde.
    Horário de Brasília Encerramento da votação
    20h Partes de Indiana e Kentucky
    21h Geórgia, Virgínia e Carolina do Sul
    21h30 Ohio e Carolina do Norte
    22h Maine e grande parte de Texas, Michigan e Kansas
    23h Nova York, Wisconsin e outras regiões
    0h de quarta (4) Iowa, Nevada e outras regiões
    1h de quarta (4) Califórnia e Washington
    Até 3h de quarta (4) Últimas regiões do Alasca
    Os horários indicam os principais encerramentos da votação, não a divulgação garantida dos resultados. Os primeiros números poderão aparecer após o fechamento das urnas em cada região. Entretanto, disputas apertadas podem levar horas ou dias para apresentar uma definição. Além disso, os votos enviados pelo correio e eventuais recontagens seguem procedimentos estaduais.

    Por que importa para o Brasil?

    O resultado das eleições americanas também interessa diretamente ao Brasil, especialmente nas áreas de comércio exterior, economia e diplomacia. As medidas tarifárias adotadas pelo governo Donald Trump fazem parte das negociações comerciais entre Brasília e Washington. Uma eventual mudança no Congresso não revoga automaticamente essas decisões. Entretanto, a composição do Legislativo americano poderá modificar o ambiente de negociação e fiscalização das políticas comerciais. Além disso, poderá influenciar debates sobre relações internacionais, sanções econômicas e gastos militares. As posições dos Estados Unidos diante de conflitos internacionais também integram o debate político. Dessa forma, a composição do Congresso terá importância para as negociações entre a Casa Branca e os parlamentares sobre política externa.

    Quando sai o resultado?

    A divulgação dos primeiros resultados parciais poderá ocorrer ainda na noite desta terça-feira. Entretanto, nem todas as disputas terão definição imediata. Nos Estados Unidos, os estados adotam diferentes procedimentos para processar votos por correspondência, realizar recontagens e certificar resultados. Por isso, é importante distinguir a quantidade de votos já contabilizados das projeções feitas pelos veículos de imprensa. Um candidato poderá aparecer numericamente à frente sem que a apuração tenha sido concluída. No Alasca, a contagem das preferências adicionais dos eleitores, quando necessária, está programada para 18 de novembro.

    Fontes: civicAPI, Poliwave, AtlasIntel, Reuters e autoridades eleitorais estaduais americanas. Informações de referência de 3 de novembro de 2026.

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