Boletim Focus 2025 mantém inflação em 4,83% e Selic em 15%
Focus mantém em 4,83% estimativa de inflação para 2025
O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, 22, manteve estáveis as projeções do mercado financeiro para 2025. A expectativa de inflação segue em 4,83%, medida pelo IPCA, ficando próxima ao teto da meta de 4,5%.
Há quatro semanas, a projeção era de 4,86%. Para 2026, a estimativa caiu para 4,29% e, para 2027, para 3,90%. Em agosto, o Brasil registrou deflação de -0,11%, a primeira desde agosto de 2024. O INPC também apresentou queda, de -0,21%. Assim, os índices reforçam uma tendência de desaceleração da inflação.
PIB segue com previsão de 2,16% em 2025
A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro permanece em 2,16% para 2025, sem mudanças em relação à semana anterior. Há quatro semanas, a projeção era de 2,18%.
Enquanto isso, para os anos seguintes, o Focus manteve as estimativas em 1,80% para 2026 e 1,90% para 2027, o que demonstra visão cautelosa sobre o ritmo da economia brasileira.
Selic continua em 15% pela 13ª semana
O mercado mantém a projeção da taxa Selic em 15% ao ano em 2025, mesmo nível definido pelo Copom. Essa é a 13ª semana consecutiva sem alterações.
Além disso, para 2026, a projeção é de 12,25%, e, para 2027, de 10,50%. O Copom justifica a cautela com a instabilidade internacional, especialmente nos Estados Unidos, e as tensões geopolíticas. No cenário interno, por sua vez, há moderação no crescimento econômico, mas a inflação continua acima da meta.
Dólar deve fechar 2025 em R$ 5,50
O câmbio também não apresentou mudanças. A projeção do mercado é que o dólar feche 2025 em R$ 5,50. Para 2026 e 2027, a estimativa é de R$ 5,60. Atualmente, entretanto, a moeda americana é negociada a R$ 5,32.
Conclusão
O Boletim Focus reforça a percepção de estabilidade no cenário econômico. Dessa forma, a inflação tende a recuar nos próximos anos, mas a Selic elevada continua sendo o principal instrumento de controle do Banco Central. Por fim, o mercado avalia que o equilíbrio entre crescimento e combate à inflação dependerá do cenário externo e da política monetária.