A alta no preço de passagem aérea deve ganhar força nas próximas semanas. Isso ocorre após a Petrobras elevar em cerca de 55% o preço médio do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras em abril. O reajuste ocorre mensalmente, conforme os contratos da estatal. Além disso, ele impacta diretamente os custos das companhias aéreas e tende a chegar ao consumidor final.
O QAV representa uma das maiores despesas operacionais do setor aéreo. Por isso, sempre que há aumento significativo, as empresas costumam revisar suas tarifas. Além disso, o cenário internacional amplia essa pressão. A guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e aliados mantém o mercado de petróleo instável. Com isso, o preço dos combustíveis segue sob influência direta das tensões externas.
Diante desse cenário, cresce a expectativa em torno do pronunciamento do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A fala está marcada para esta terça-feira (1º), às 22h, no horário de Brasília. Segundo sinalizações feitas pelo próprio líder norte-americano, o discurso pode apresentar um plano de desescalada do conflito no Irã. Também existe a possibilidade de anúncio sobre a retirada das forças americanas.
Caso haja avanço nesse sentido, o mercado pode reagir com redução das tensões. Como resultado, o preço do petróleo pode cair. Isso ajudaria a conter novos reajustes no QAV. No entanto, até que exista uma definição concreta, o setor aéreo já se prepara para um período de tarifas mais altas.
Enquanto isso, os passageiros devem sentir no bolso os efeitos imediatos dessa combinação. De um lado, pesa o aumento do combustível. De outro, seguem as incertezas geopolíticas. Juntos, esses fatores continuam pressionando os custos das viagens aéreas no Brasil e no mundo.