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    Brasil mira Polymarket e Kalshi e proíbe apostas sobre política, esportes e entretenimento

    O Brasil decidiu barrar a atuação de empresas de mercado de previsão, como Polymarket e Kalshi, em apostas ligadas a política, esportes, entretenimento e outros eventos sem natureza econômica. A mudança consta em resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), aprovada nesta sexta-feira (24) e com entrada em vigor prevista para 4 de maio.

    A norma altera regras do mercado de derivativos e determina que contratos desse tipo só poderão ter como base ativos com referência econômica ou financeira. Com isso, ficam fora do alcance operações ligadas a resultados eleitorais, disputas esportivas, eventos culturais, temas sociais e jogos on-line.

    A medida atinge diretamente plataformas que vinham ganhando espaço ao permitir apostas sobre acontecimentos futuros. No caso de Polymarket e Kalshi, usuários conseguem negociar previsões sobre cenários políticos, competições esportivas e temas de grande repercussão pública.

    O governo também prepara novas medidas contra o mercado de apostas. Uma coletiva está prevista para esta sexta-feira, no Palácio do Planalto, com os ministros Dario Durigan, da Fazenda, e Miriam Belchior, da Casa Civil. A expectativa é que o Executivo detalhe novas ações de fiscalização e controle sobre o setor.

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