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    Justiça Eleitoral confirma transporte de indígenas no Vale do Javari após impasse

    Organizações indígenas e autoridades garantiram combustível para embarcações que levarão eleitores às urnas no segundo turno, marcado para domingo (25).

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou nesta quinta-feira (22) a regularização do transporte de eleitores indígenas no Vale do Javari, no Amazonas. A solução ocorreu após um impasse sobre o deslocamento de moradores de 44 aldeias para o segundo turno das eleições de 2026. Segundo a Justiça Eleitoral, representantes indígenas e autoridades chegaram a um acordo durante reunião realizada na quarta-feira (21), em Atalaia do Norte. Além disso, a mobilização garantiu o combustível necessário para o transporte fluvial das comunidades.

    Inicialmente, a juíza Dálethe Borges Messias, da 42ª Zona Eleitoral, negou o pedido de transporte apresentado pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja). A magistrada apontou o encerramento dos prazos legais, a falta de orçamento específico e dificuldades logísticas. Entretanto, a mobilização reuniu organizações indígenas, representantes da prefeitura, da Funai e de outras instituições. A articulação conseguiu assegurar 9.400 litros de combustível para as embarcações. Segundo o presidente da Univaja, Jaime da Silva Mayuruna, o planejamento contempla aldeias de todas as calhas de rios da região.

    Durante a reunião, a Univaja também apresentou uma retratação institucional à magistrada. A entidade afirmou que não havia autorizado o encaminhamento do pedido anterior por sua Procuradoria Jurídica. Além disso, informou que abrirá um procedimento interno para apurar o episódio. Por fim, a juíza solicitou a relação das embarcações e dos responsáveis pelo transporte, para permitir o acompanhamento da operação pela Justiça Eleitoral.

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