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    Polônia envia 40 mil soldados à fronteira após incursão de drones russos e início do Zapad-2025

    Varsóvia reage a exercícios militares de Moscou e Minsk, fecha fronteira com Belarus e recebe apoio da OTAN.

    Incidente com drones

    A Polônia anunciou, nesta quinta-feira (11), o envio de 40 mil militares para reforçar a fronteira com Belarus e Rússia. A decisão ocorreu após a entrada de 19 drones russos no espaço aéreo polonês, no dia 9 de setembro.

    Alguns aparelhos foram abatidos pela defesa aérea, enquanto outros caíram em áreas rurais, provocando apenas danos materiais. Além disso, as autoridades confirmaram que não houve registro de vítimas. O governo polonês relacionou o episódio diretamente às manobras militares russas e classificou as ações como “provocações deliberadas”.


    Zapad-2025: exercícios militares

    Os exercícios conjuntos Zapad-2025, organizados por Moscou e Minsk, ocorrem de 12 a 16 de setembro. O cronograma prevê treinamentos de defesa, combate aéreo e sabotagem. Dessa forma, inclui também simulações envolvendo armas nucleares táticas e o uso do sistema de mísseis “Oreshnik”.

    Para Varsóvia, o exercício tem caráter ofensivo e amplia a instabilidade na região. Por isso, a Polônia determinou o fechamento temporário da fronteira com Belarus a partir da meia-noite desta quinta-feira.


    Apoio europeu e da OTAN

    A escalada chamou a atenção dos aliados da OTAN. A Holanda confirmou o envio de duas baterias Patriot e 300 militares para reforçar a defesa polonesa. Além disso, França e Reino Unido colocaram em prontidão caças Rafale e Eurofighter, prontos para deslocamento rápido caso a Aliança solicite.

    Assim, especialistas avaliam que a mobilização polonesa aumenta a pressão dentro da OTAN para fortalecer o flanco leste, considerado o mais vulnerável a incidentes militares.


    Reação de Moscou e Minsk

    Enquanto isso, Rússia e Belarus negaram qualquer intenção agressiva. Os dois governos afirmaram que o Zapad-2025 é um exercício planejado, com caráter “puramente defensivo”.

    Por fim, analistas destacam que a disputa retórica agrava a tensão regional, mesmo sem sinais imediatos de confronto direto.

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