Trump lança plano de paz para Gaza com conselho global
Proposta inclui devolução de reféns, libertação de presos, reconstrução econômica e comitê palestino sob conselho global
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou nesta segunda-feira (29) um plano de paz para Gaza. A proposta reúne medidas políticas, humanitárias e econômicas. Segundo ele, se israelenses e palestinos aceitarem o documento, o conflito poderá terminar imediatamente. Além disso, o texto detalha ações de reconstrução do território.
Reféns e libertação de presos
Trump determinou que, em até 72 horas após o aceite, Israel receba de volta todos os reféns vivos ou mortos. Em troca, Tel Aviv deverá libertar 250 presos condenados à prisão perpétua e 1.700 palestinos detidos depois do ataque de 7 de outubro. Dessa forma, o plano busca equilibrar concessões entre as partes.
Anistia e ajuda humanitária
O projeto concede anistia a membros do Hamas que entregarem as armas e abandonarem o grupo. Aqueles que optarem por sair de Gaza terão passagem segura. Enquanto isso, a região receberá ajuda humanitária imediata, coordenada pela ONU, pelo Crescente Vermelho e por entidades independentes. Assim, a população terá acesso rápido a alimentos, água e medicamentos.
Estrutura provisória de governo
Trump também propôs que um comitê palestino administre Gaza de forma provisória. O grupo atuará sob supervisão do Board of Peace, conselho internacional presidido pelo próprio Trump. O órgão incluirá ainda lideranças como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. Nesse sentido, o Board of Peace assumirá a reconstrução e a gestão até que a Autoridade Palestina retome o controle.
Medidas econômicas e de segurança
O plano cria um programa econômico chamado “Trump”, com uma zona especial de comércio e incentivos para reconstruir Gaza. Além disso, o presidente americano assegurou que nenhum palestino será obrigado a deixar o território.
Na área da segurança, Trump determinou a exclusão do Hamas do governo. O grupo passará por desarmamento monitorado. Por outro lado, uma força militar treinada por Jordânia e Egito formará a nova polícia palestina. Israel, segundo o plano, não ocupará nem anexará Gaza. Assim, a proposta tenta reduzir tensões políticas e militares.
Continuidade mesmo sem acordo
Trump destacou que, mesmo em caso de rejeição, o plano seguirá em curso. Consequentemente, a força internacional assumirá áreas hoje controladas por Israel. Além disso, o presidente defendeu diálogos inter-religiosos para aproximar palestinos e israelenses. Por fim, ele afirmou que mudar narrativas históricas é essencial para consolidar a paz.