Zelensky pede mísseis Tomahawk a Trump
Pedido ucraniano por armas de longo alcance pode redefinir os rumos da guerra e pressionar a Rússia a negociar
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, se reuniu nesta sexta-feira (17) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. O líder ucraniano solicitou o envio de mísseis Tomahawk de longo alcance, capazes de atingir Moscou e São Petersburgo.
Zelensky afirma que o armamento pode mudar o equilíbrio militar e forçar o Kremlin a negociar. Além disso, ele acredita que os mísseis ajudariam a proteger cidades ucranianas e reduzir ataques russos contra civis.
Fontes da Casa Branca confirmam que Trump mostrou disposição para analisar o pedido, mas ainda não decidiu sobre o envio. Segundo assessores, o presidente americano pretende medir as consequências estratégicas antes de autorizar qualquer movimento militar.
Zelensky pede mísseis Tomahawk após conversa entre Trump e Putin
Na véspera da reunião, Trump falou por duas horas com o presidente russo Vladimir Putin. A Casa Branca descreveu o diálogo como “produtivo”. Pessoas próximas ao governo afirmam que Trump usa o pedido de Zelensky pelos Tomahawks como pressão diplomática para levar a Rússia a discutir um novo cessar-fogo.
Enquanto isso, Moscou reagiu de forma dura. O governo russo alertou que a entrega de mísseis de longo alcance seria uma provocação direta. Mesmo assim, autoridades americanas dizem que todas as opções continuam abertas.
Cúpula em Budapeste deve discutir envio de mísseis Tomahawk
Trump e Putin também confirmaram uma nova cúpula sobre a guerra, prevista para ocorrer em Budapeste, na Hungria. O primeiro encontro, realizado no Alasca, terminou sem resultados concretos.
Especialistas acreditam que autorizar o envio dos mísseis Tomahawk representaria o passo mais arriscado de Washington desde o início da guerra. Caso seja aprovado, o gesto daria à Ucrânia alcance direto sobre cidades russas e ampliaria a tensão internacional.
Por outro lado, o movimento fortaleceria Trump politicamente e aumentaria a pressão para que Putin aceite novas negociações de paz. Dessa forma, a decisão pode redefinir o rumo da guerra e o papel dos Estados Unidos no conflito.