Milei amplia poder: partido vence eleições legislativas na Argentina
La Libertad Avanza conquista mais de 40% dos votos e se aproxima do controle do Congresso Nacional
O partido do presidente argentino Javier Milei, La Libertad Avanza (LLA), conquistou mais de 40% dos votos nas eleições legislativas deste domingo (26). O resultado consolida o avanço do movimento liberal e redesenha o equilíbrio político na Argentina. Dessa forma, o governo ganha força para aprovar reformas econômicas e enfrentar a oposição kirchnerista.
Milei amplia poder no Congresso com avanço na Câmara e no Senado
Com o desempenho nas urnas, a LLA deve formar um bloco de 93 deputados, além de contar com cerca de 20 aliados do PRO, partido do ex-presidente Mauricio Macri. Assim, Milei amplia poder político e fica a poucos votos do quórum necessário para aprovar leis sem depender da oposição.
No Senado, o avanço também é expressivo: o partido libertário deve saltar de 6 para 19 cadeiras, enquanto o kirchnerismo — núcleo do peronismo ligado à ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner — recua de 34 para 28 assentos.
Nova composição do Congresso argentino reforça poder de Milei
A nova configuração, válida a partir de 10 de dezembro, mostra o fortalecimento do campo liberal e o enfraquecimento da esquerda tradicional:
🟣 La Libertad Avanza (Milei): 93 deputados
🔵 Kirchnerismo (Frente de Todos e aliados): 101 deputados
🟠 Provincias Unidas: 16 deputados
🟡 PRO (Macri): 15 deputados
🟢 Provinciales: 10 deputados
🔴 UCR (União Cívica Radical): 7 deputados
⚫ Outros partidos: 15 deputados
Ao todo, a Câmara passa a ter 257 deputados, e o Senado, 72 cadeiras.
Milei amplia poder político e ganha fôlego para reformas
Com esse novo cenário, Javier Milei amplia sua capacidade de avançar em pautas de ajuste fiscal, reformas estruturais e desregulamentação econômica. Além disso, a aproximação com o PRO de Macri tende a consolidar uma maioria informal, essencial para aprovar medidas-chave do governo.
O resultado representa uma virada histórica na política argentina, marcando o fim da hegemonia peronista que dominou o país por quase duas décadas. A partir de agora, a Argentina caminha rumo a uma agenda mais liberal e de enfrentamento às corporações estatais e sindicatos tradicionais.