Copa de 2026 terá 48 seleções e muda disputa por vaga no mata-mata
A Copa do Mundo de 2026 será a maior da história. Pela primeira vez, o torneio terá 48 seleções participantes, em vez das 32 que disputaram as edições anteriores. Com isso, a Fifa amplia o número de países, jogos e mercados envolvidos no Mundial.
Além disso, a competição terá um novo formato. O torneio será disputado em Estados Unidos, México e Canadá, com 12 grupos de quatro seleções. Avançam os dois primeiros colocados de cada chave e, além deles, os oito melhores terceiros.
Formato muda peso da primeira fase
Na prática, a ampliação muda a lógica esportiva da Copa. Como mais seleções passam ao mata-mata, uma derrota na primeira fase deixa de ter o mesmo peso que tinha no modelo anterior. Ainda assim, cada ponto continuará decisivo.
Por isso, saldo de gols, número de vitórias e até critérios disciplinares podem ganhar importância. Em grupos equilibrados, um empate fora do planejamento pode definir a classificação ou a eliminação.
Além do impacto dentro de campo, o novo formato também aumenta o alcance comercial do torneio. Com mais países envolvidos, a Fifa amplia receitas com transmissão, patrocínios, venda de ingressos e produtos oficiais.
Brasil terá grupo com perfis diferentes
O Brasil está no Grupo C, ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia. A estreia será contra Marrocos, adversário que chega com peso competitivo recente. Depois, a Seleção enfrentará Haiti e Escócia na sequência da primeira fase.
Nesse cenário, o grupo mistura estilos diferentes. Marrocos representa uma seleção africana em crescimento. O Haiti reforça a presença da Concacaf no torneio. Já a Escócia recoloca o futebol britânico no caminho da Seleção Brasileira.
Portanto, mesmo com um formato mais amplo, o Brasil terá de administrar bem a primeira fase. A classificação pode vir com mais margem, mas a posição no grupo deve influenciar diretamente o caminho no mata-mata.
Veja os grupos da Copa de 2026
O sorteio definiu 12 grupos com quatro seleções cada. Assim, a primeira fase terá mais partidas e mais combinações possíveis para a disputa por vaga nas fases eliminatórias.
Grupo A: México, África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca
Grupo B: Canadá, Bósnia, Catar e Suíça
Grupo C: Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia
Grupo D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia
Grupo E: Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador
Grupo F: Holanda, Japão, Suécia e Tunísia
Grupo G: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia
Grupo H: Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai
Grupo I: França, Senegal, Iraque e Noruega
Grupo J: Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia
Grupo K: Portugal, RD Congo, Uzbequistão e Colômbia
Grupo L: Inglaterra, Croácia, Gana e Panamá.
Mais jogos ampliam consumo da Copa
A Copa de 2026 também terá reflexo fora dos estádios. Ao todo, serão 104 partidas, o que aumenta a oferta de jogos para torcedores, emissoras e plataformas digitais. Dessa forma, o Mundial ocupará mais dias no calendário esportivo e terá maior presença na rotina do público.
Em Goiás, esse volume maior de partidas pode movimentar bares, restaurantes, lojas de artigos esportivos e eventos voltados à transmissão dos jogos. Em cidades como Goiânia, Senador Canedo e Jaraguá, a Copa tende a gerar oportunidades para o comércio local, principalmente nos dias de jogos do Brasil.
Além disso, o novo calendário deve influenciar a produção de conteúdo digital. Com mais seleções e mais partidas, portais de notícia terão mais pautas sobre tabela, horários, ingressos, deslocamentos, favoritos e impactos econômicos.
Mundial maior também aumenta pressão
A ampliação para 48 seleções torna a Copa mais inclusiva, mas também mais complexa. Por um lado, países com menos tradição ganham espaço no maior torneio do futebol. Por outro, seleções favoritas terão de lidar com viagens, desgaste físico e maior número de jogos.
Com isso, a Copa de 2026 deixa de ser apenas uma edição maior. Ela passa a representar uma mudança estrutural no modelo de negócio e de competição da Fifa.
Acompanhe no Transmissão Política as atualizações sobre a Copa do Mundo de 2026, os jogos do Brasil, os custos para torcedores e os impactos econômicos do maior Mundial da história.