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    Receita Federal emite primeiro CNPJ com letras e números

    Primeira inscrição no novo formato pertence a uma filial do Banco do Brasil. Cadastros antigos continuam válidos e não precisam ser substituídos.

    A Receita Federal emitiu o primeiro Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) em formato alfanumérico do Brasil.

    O novo modelo combina letras e números na identificação das empresas.

    A primeira inscrição nesse padrão foi gerada na sexta-feira (31) e pertence a uma filial do Banco do Brasil.

    O cadastro recebeu o número 00.000.000/E08G-12.

    Segundo a Receita Federal, a mudança amplia a quantidade de combinações disponíveis para novos registros.

    Além disso, prepara o sistema para acompanhar o crescimento da atividade econômica e as mudanças relacionadas à Reforma Tributária do Consumo.

    CNPJs antigos continuam válidos

    A alteração não muda os direitos, as obrigações ou a situação cadastral das empresas que já possuem CNPJ.

    Portanto, os registros emitidos no modelo exclusivamente numérico continuam válidos.

    Os contribuintes também não precisarão solicitar a troca do cadastro atual.

    A mudança será aplicada principalmente às novas inscrições realizadas no país.

    Apesar do início do novo padrão, nem todos os próximos registros terão letras.

    A Receita explicou que novos CNPJs ainda poderão ser emitidos somente com números, pois as combinações numéricas disponíveis ainda não acabaram.

    A implantação ocorrerá de maneira gradual ao longo de 2026.

    Assim, poucas empresas devem receber códigos alfanuméricos durante a fase inicial do processo.

    Empresas precisam adaptar sistemas

    A Receita Federal alertou empresas, bancos, órgãos públicos e desenvolvedores de programas sobre a necessidade de atualizar seus sistemas.

    As plataformas deverão conseguir receber, armazenar, validar e processar CNPJs formados por letras e números.

    A recomendação inclui a revisão de cadastros de clientes, fornecedores e parceiros.

    Além disso, as adaptações devem alcançar sistemas de emissão de documentos fiscais, programas contábeis, ferramentas de faturamento e integrações entre diferentes bases de dados.

    Regras de validação que atualmente aceitam apenas números também precisarão de ajustes.

    Sem as mudanças, empresas poderão enfrentar falhas em cadastros, rejeições de documentos e problemas na comunicação entre sistemas.

    Implantação será monitorada

    A Receita informou que acompanhará o funcionamento do novo modelo.

    O monitoramento deverá observar principalmente o desempenho dos sistemas e a integração com plataformas públicas e privadas.

    O órgão também trabalha com entidades, fornecedores de tecnologia e instituições públicas para facilitar a transição.

    A intenção é garantir estabilidade, segurança e compatibilidade durante a implantação do CNPJ alfanumérico.

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