Goiás registrou mais de 1,05 milhão de raios entre janeiro e abril de 2026, segundo dados levantados em parceria com a Climatempo. O volume representa uma média de 8,7 mil descargas por dia, ou mais de 360 por hora. Dessa forma, o cenário mantém o alerta para impactos na rede elétrica e para riscos à população.
Além da intensidade, o número chama atenção pelos efeitos no dia a dia. As descargas atmosféricas estão entre as principais causas de ocorrências no sistema elétrico. Por isso, podem provocar interrupções no fornecimento de energia e danos em equipamentos da rede de distribuição.
Cidades concentram maior incidência
As cidades com maior incidência de raios no período foram Cavalcante, com cerca de 98 mil registros, Rio Verde, com aproximadamente 93 mil, Nova Crixás, com cerca de 73 mil, Crixás, também com 73 mil, e Formosa, com 48 mil. Enquanto isso, o volume reforça a atenção em diferentes regiões do estado.
Segundo o gerente do Centro de Operações Integradas, Vinicyus Lima, os raios têm impacto direto sobre o sistema elétrico. Ele afirma que as descargas provocam picos de corrente muito elevados, capazes de danificar transformadores, estruturas da rede e equipamentos. Além disso, também representam risco à segurança das pessoas. Ainda de acordo com ele, mesmo quando não atingem diretamente a rede, os surtos de tensão podem se propagar pela fiação e causar prejuízos dentro das residências.
Fenômeno pode causar danos imediatos
Uma única descarga atmosférica pode atingir até 1 bilhão de volts e correntes de até 30 mil ampères. Essa intensidade é milhares de vezes superior à energia usada em uma casa. Portanto, o fenômeno pode provocar falhas instantâneas, queima de aparelhos e até incêndios.
Mesmo com a redução gradual das chuvas, especialistas alertam que o risco não acabou. Tempestades típicas da transição de estação podem concentrar grande volume de raios em pouco tempo. Com isso, aumentam as chances de acidentes e de falhas no fornecimento de energia.
Orientações para evitar acidentes
A executiva de Segurança do Trabalho, Suzane Caires, reforça que medidas simples podem evitar acidentes. Segundo ela, durante tempestades com raios, o ideal é reduzir a exposição a pontos de risco e evitar contato com estruturas que possam conduzir eletricidade.
Em casa, a orientação é desconectar aparelhos da tomada e evitar contato com paredes úmidas. Além disso, também é recomendado não permanecer em piscinas, rios ou áreas alagadas. Ao ar livre, a população deve evitar campos abertos e árvores isoladas, além de se afastar de postes e estruturas elétricas. Já dentro do carro, a recomendação é permanecer no veículo, que costuma ser um local mais seguro durante a tempestade.