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    Câmara de Goiânia homenageia mulheres negras nesta segunda

    Evento reúne reconhecimento público, memória histórica e debate sobre reparação, igualdade racial e bem viver

    A Câmara Municipal de Goiânia realiza nesta segunda-feira (13), às 19h, uma sessão em homenagem às mulheres negras que transformam a capital.

    A solenidade terá o tema “Por reparação e bem viver”. O vereador Fabrício Rosa (PT) propôs e organizou o evento no Auditório Carlos Eurico.

    A entrada será gratuita e aberta ao público. Além disso, a sessão será transmitida ao vivo pelo YouTube, por meio do link: https://www.youtube.com/watch?v=qM2_KbeSViM.

    Julho das Pretas

    A homenagem às mulheres negras integra a programação do Julho das Pretas. O período reúne ações de mobilização política, valorização da memória e combate às desigualdades.

    A solenidade também faz referência ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho.

    No Brasil, a mesma data marca o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

    Reconhecimento

    Durante a sessão, a Câmara homenageará mulheres negras que atuam na transformação de Goiânia.

    Segundo Fabrício Rosa, a iniciativa reconhece o protagonismo, a liderança e o trabalho desenvolvido por essas mulheres na capital.

    Além disso, o vereador afirma que muitas homenageadas atuam em suas comunidades sem receber o devido reconhecimento público.

    Dessa forma, a sessão busca ampliar a visibilidade de trajetórias ligadas à cultura, à política, à educação e aos movimentos sociais.

    Data histórica

    O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha surgiu em 1992.

    Naquele ano, mulheres afro-latino-americanas e afro-caribenhas participaram de um encontro em Santo Domingo, na República Dominicana.

    O evento discutiu o racismo, o sexismo e outras formas de desigualdade enfrentadas pelas mulheres negras da região.

    Desde então, a data passou a fortalecer o debate sobre representatividade, políticas públicas e participação nos espaços de decisão.

    Segundo documento da Cepal e das Nações Unidas citado pelos organizadores, o Brasil possui 50,9% de população afrodescendente.

    O estudo também aponta que mulheres negras enfrentam maior exposição à pobreza e menor participação em espaços de poder.

    Além disso, mesmo com escolaridade semelhante, elas recebem rendimentos menores do que homens negros e pessoas brancas.

    Tereza de Benguela

    No Brasil, a Lei nº 12.987/2014 instituiu o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

    Tereza de Benguela foi uma líder quilombola do século 18. Após a morte do companheiro, ela assumiu o comando do Quilombo do Quariterê.

    A comunidade ficava na região que atualmente pertence ao estado de Mato Grosso. Sob sua liderança, negros e indígenas organizaram atividades agrícolas, comércio e defesa.

    Por isso, Tereza tornou-se um símbolo da resistência à escravidão e da liderança das mulheres negras no Brasil.

    Para Fabrício Rosa, a homenagem também reforça a contribuição histórica, política e cultural das mulheres negras para a formação do país.

    Serviço

    Evento: Sessão “Por reparação e bem viver”
    Data: Segunda-feira, 13 de julho
    Horário: 19h
    Local: Auditório Carlos Eurico, na Câmara Municipal de Goiânia
    Endereço: Avenida Goiás, nº 2.001, Setor Central
    Entrada: Gratuita e aberta ao público
    Transmissão ao vivo: https://www.youtube.com/watch?v=qM2_KbeSViM
    Localização: https://maps.app.goo.gl/tyDpRhSP6aveKUR5A

    Por fim, a sessão integra as ações realizadas durante o Julho das Pretas. A proposta é unir homenagem, memória e mobilização por igualdade racial e de gênero.

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