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    Policarpo propõe mudanças em Morar no Centro para ampliar ocupação do bairro

    Emendas reduzem tributos, criam benefícios para imóveis históricos e facilitam a regularização de edifícios

    O presidente da Câmara de Goiânia, Romário Policarpo (Cidadania), apresentou duas emendas ao projeto do Programa Morar no Centro. As mudanças buscam tornar a ocupação da região mais ampla e permanente.

    As propostas foram elaboradas em parceria com o vereador Anselmo Pereira (MDB). Além de manter os subsídios para o pagamento de aluguéis previstos no texto original, as emendas acrescentam incentivos fiscais e medidas de desburocratização.

    O Morar no Centro em Goiânia está na fase final de tramitação na Câmara Municipal. A previsão é que os vereadores votem o texto definitivo após a retomada dos trabalhos legislativos, marcada para 11 de agosto.

    Caso receba aprovação, o projeto seguirá para sanção do prefeito Sandro Mabel (União Brasil).

    Novos moradores

    O programa original, apresentado pela Prefeitura de Goiânia, tem caráter principalmente social e estabelece subsídios para o pagamento de aluguéis na região central.

    Policarpo, entretanto, considera que a proposta pode alcançar um número maior de moradores e empreendimentos.

    “Queremos repovoar o Centro para que, a partir disso, o bairro possa oferecer vida própria, com a oferta dos serviços para os seus moradores”, afirmou.

    Segundo o vereador, a criação do aluguel social representa uma iniciativa positiva. Contudo, ele avalia que o projeto ainda pode receber medidas mais amplas.

    “É claro que é muito boa a ideia da Prefeitura de criar o aluguel social para o Centro, mas vejo que ela ainda é muito tímida, e que é possível melhorar muito esse projeto”, disse.

    Incentivos tributários

    A primeira emenda reduz para 2% a alíquota do Imposto Sobre Serviços para serviços de engenharia e arquitetura ligados a novas obras.

    Além disso, o texto prevê isenção do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis na compra de terrenos destinados a novos empreendimentos residenciais.

    As medidas buscam melhorar as condições econômicas para a realização de investimentos privados na região central.

    Ao mesmo tempo, a emenda cria até dez anos de isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano para edifícios de uso misto ou que adotem o conceito de fachada ativa.

    Nesse modelo, o térreo dos prédios permanece ocupado por estabelecimentos comerciais e serviços, como lojas, cafés e restaurantes.

    Dessa forma, a proposta pretende aumentar a circulação de pessoas no Centro e contribuir para a segurança da região.

    Casa própria

    As alterações também estabelecem isenção total do ITBI na primeira aquisição de unidades habitacionais novas ou requalificadas.

    Assim, a proposta busca estimular a permanência definitiva dos moradores e ampliar o acesso à casa própria no Centro.

    Os imóveis históricos também aparecem nas emendas apresentadas pelos vereadores.

    Proprietários de imóveis tombados poderão receber desconto de 50% no IPTU quando mantiverem a conservação ativa.

    Já os edifícios que passarem por restauração completa ou retrofit poderão receber isenção total do imposto durante cinco anos.

    Regularização de imóveis

    A segunda emenda cria o Alvará de Aceite Especial para edifícios localizados na região central.

    Com a medida, os imóveis terão o prazo de um ano para regularizar sua situação.

    Durante esse período, os responsáveis terão isenção total das taxas municipais de análise, tramitação e emissão do documento.

    Segundo a proposta, a regularização permitirá a reinserção desses edifícios no mercado imobiliário.

    Portanto, as mudanças no Morar no Centro em Goiânia combinam subsídios habitacionais, incentivos para novos empreendimentos, preservação histórica e regularização de imóveis.

    A Câmara deverá retomar a análise do projeto após o fim do recesso parlamentar.

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