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    Estado de Goiás firma parceria para implantação de indústria sul-coreana de armamentos

    Projeto prevê investimento de R$ 77 milhões em duas etapas e prioridade para fornecedores e trabalhadores locais; município ainda será escolhido

    O Governo de Goiás assinou nesta segunda-feira (13) um Memorando de Entendimento com a empresa sul-coreana K-Tech. O documento inicia as negociações para instalar uma fábrica de armamentos em Goiás.

    O projeto prevê a produção de armas de fogo de pequeno calibre e munições. Ao todo, a empresa estima investir R$ 77 milhões na unidade industrial.

    No entanto, o memorando representa uma etapa inicial da negociação. Portanto, a implantação dependerá da apresentação de estudos, cronograma e análise de viabilidade econômica.

    Investimento em etapas

    A K-Tech planeja executar o projeto em duas fases. Inicialmente, a empresa prevê aplicar R$ 26 milhões na instalação da operação.

    Depois disso, a segunda etapa deverá receber outros R$ 51 milhões. Dessa forma, o investimento total na fábrica de armamentos em Goiás poderá chegar a R$ 77 milhões.

    O município que receberá a unidade ainda não foi definido. Conforme o acordo, a escolha deverá considerar as condições necessárias para a instalação e o funcionamento da indústria.

    Além disso, a empresa apresentará estudos de viabilidade econômico-financeira. O documento também deverá detalhar o cronograma e os investimentos previstos em cada etapa.

    Escolha por Goiás

    O governador Daniel Vilela afirmou que a empresa escolheu Goiás por causa do ambiente de negócios e da segurança jurídica oferecida pelo estado.

    “A K-Tech escolheu Goiás para instalar sua operação no Brasil por reconhecer que oferecemos segurança jurídica e ambiente de negócios favorável”, declarou.

    A assinatura do memorando faz parte da estratégia do governo estadual para atrair investimentos internacionais. Entretanto, as etapas práticas da implantação ainda dependerão do avanço das negociações.

    Tecnologia e empregos

    O presidente da K-Tech, Jun Chang-mok, afirmou que o projeto poderá iniciar uma parceria mais ampla entre Goiás e empresas da Coreia do Sul.

    Segundo ele, além da fábrica de armamentos em Goiás, a companhia pretende estimular futuras iniciativas nas áreas de saúde, medicamentos e cosméticos.

    “Nosso objetivo é trazer tecnologia para Goiás. Além da produção de armamentos e munições, queremos ampliar essa cooperação no futuro”, afirmou.

    O memorando também prevê prioridade para a contratação de trabalhadores e fornecedores locais. Assim, a empresa poderá movimentar outros setores ligados à instalação e à operação da unidade.

    No entanto, o número estimado de empregos ainda não foi informado.

    Nova cadeia industrial

    O presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás, Edwal Portilho, avaliou que o investimento poderá abrir uma nova cadeia produtiva no estado.

    Segundo ele, Goiás possui condições para desenvolver atividades ligadas à indústria de armamentos. A Adial deverá acompanhar as negociações e oferecer suporte para a instalação do empreendimento.

    “O Brasil perdeu parte da sua indústria de armamentos ao longo dos últimos anos, e Goiás reúne as condições para se tornar um polo de desenvolvimento desse segmento”, disse.

    Mercados externos

    A Associação Comercial e Industrial Brasil-Coreia também participou das tratativas. O vice-presidente da entidade, Raphael Santana, afirmou que a estratégia prevê atender mercados fora do Brasil.

    Segundo ele, a K-Tech pretende transformar Goiás em um centro de produção e distribuição para a América do Sul. Além disso, a empresa avalia alcançar o mercado norte-americano.

    O projeto também prevê transferência de tecnologia. Contudo, os detalhes sobre os produtos, a capacidade de produção e o início das atividades ainda não foram divulgados.

    Próximos passos

    Agora, a K-Tech deverá apresentar os estudos exigidos pelo memorando. Em seguida, as partes poderão avançar na escolha do município e na definição do cronograma.

    Também será necessário cumprir as autorizações e exigências aplicáveis à instalação e à operação da unidade industrial.

    Por fim, a fábrica de armamentos em Goiás ainda está na fase de planejamento. O investimento de R$ 77 milhões dependerá da conclusão dos estudos e do avanço das negociações entre o governo e a empresa.

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