Rússia rompe defesas em Donetsk e avança até 20 km em dois dias
Ofensiva ameaça cercar Pokrovsk e fortalece posição de Putin antes de encontro com Trump no Alasca.
Avanço rápido no leste da Ucrânia
As forças russas romperam as linhas defensivas na região de Donetsk e avançaram até 20 km em dois dias. O movimento, realizado entre domingo (10) e segunda-feira (11), ocorreu ao norte de Dobropillia e ameaça cercar Pokrovsk.
Kiev classificou o ataque como “crítico”. A ofensiva acontece poucos dias antes da cúpula entre Vladimir Putin e Donald Trump no Alasca. Dessa forma, o Kremlin envia um recado de força antes das negociações.
Rodovia estratégica sob controle russo
O avanço começou próximo à cidade de Kucheriv Yar. No domingo, duas colunas russas cobriram cerca de 10 km. No dia seguinte, o movimento acrescentou mais 5 a 8 km.
Com a tomada de Novovodyane, Moscou passou a controlar a rodovia Dobropillia-Kramatorsk, vital para o abastecimento das tropas ucranianas em Pokrovsk. Assim, a cidade enfrenta risco de cerco pelo sul, leste e norte.
Superioridade tecnológica e pressão constante
A Rússia, nos últimos meses, explorou vantagem numérica e tecnológica. Além disso, drones com baterias de longa duração e cabos de fibra óptica — imunes a interferências — aumentaram a eficácia das operações.
Bombardeios contínuos, incluindo munições de fragmentação, destruíram defesas e forçaram a evacuação de civis em Dobropillia. Portanto, especialistas alertam que a queda de Pokrovsk enfraqueceria a defesa de Kramatorsk e Sloviansk, últimas grandes cidades de Kiev na região.
Impacto político e militar
O ex-comandante da unidade Azov, Bohdan Krotevitch, afirmou que o colapso das defesas em Pokrovsk é “iminente”. No entanto, o comando ucraniano insiste que a situação permanece “controlável”.
O avanço fortalece a posição de Putin nas conversas com Trump. Além disso, analistas indicam que o Kremlin pode ampliar o conflito se suas exigências — como a anexação completa de Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhia e Kherson — não forem atendidas.