Trump envia Guarda Nacional a Washington DC em operação contra crime violento
Presidente afirma que capital vive “onda de crimes” e anuncia reforço de 800 militares e 500 agentes federais; prefeita contesta dados
Reforço militar na capital
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mobilizou cerca de 800 militares da Guarda Nacional e 500 agentes federais para Washington DC, alegando combater uma suposta onda de crimes violentos. A medida foi determinada por meio de um decreto de emergência de 30 dias, anunciado na segunda-feira (11) com o lema “tornar DC segura outra vez”.
Ao final desta terça-feira (12), veículos blindados e tropas já eram vistos em áreas centrais e turísticas da cidade. Além disso, conforme informou a Casa Branca, 850 policiais adicionais também foram enviados, realizando 23 prisões por homicídio, crimes com armas de fogo, tráfico de drogas, evasão fiscal e perseguições.
Justificativa presidencial
Trump afirmou que a ação é necessária diante do que descreve como “crime, selvajaria e sujidade” na capital, bem como das “mortes impiedosas de pessoas inocentes”. Dessa forma, o presidente prometeu retirar os sem-teto da região central, oferecendo abrigos fora da cidade, e prender criminosos.
“Vamos colocá-los todos na cadeia, onde pertencem”, declarou.
Contestação da prefeitura
A prefeita democrata Muriel Bowser rejeitou a narrativa de crise na segurança e classificou a operação como “impulso autoritário”. Segundo ela, é preciso proteger a autonomia da cidade e impedir ações unilaterais da Casa Branca.
Conforme dados oficiais, a Guarda Nacional não possui poder de prisão. Além disso, registros da Polícia Metropolitana indicam que a criminalidade caiu 9% no último ano, atingindo o menor nível de crimes violentos em 30 anos. Bowser defendeu ainda a eleição de uma Câmara democrata como barreira a medidas como essa.
Contexto e precedentes
Em Washington DC, a Guarda Nacional responde diretamente ao presidente, enquanto nos estados está sob comando do governador. Por isso, a mobilização federal para enfrentar a criminalidade é incomum. Ainda assim, em junho, Trump já havia adotado medida semelhante, enviando 2 mil militares para Los Angeles durante protestos contra detenções de imigrantes ilegais.
Por fim, a secretária de imprensa da Casa Branca afirmou que a mobilização atual é “apenas o início” e que, ao longo do próximo mês, a administração pretende perseguir e prender “todos os criminosos violentos do distrito”.