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    Resumo da reunião de hoje entre Trump, Zelensky e líderes europeus na Casa Branca

    Encontro tratou de um possível acordo de paz na Ucrânia, com pressão europeia e promessa de Trump de falar com Putin ainda nesta segunda-feira

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta segunda-feira (18/8) o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca. O encontro, mais amistoso que reuniões anteriores, ocorreu ao lado de sete líderes europeus e teve como tema central a busca por uma saída para a guerra contra a Rússia.

    Trump afirmou que pretende conversar ainda hoje com o presidente russo, Vladimir Putin, após reunião no Alasca três dias antes, que terminou sem acordo. Ao lado de Zelensky, o republicano declarou que “progressos estão sendo feitos”, mas descartou a necessidade de um cessar-fogo imediato.

    “Estrategicamente, isso pode ser uma desvantagem para um dos lados”, disse Trump, sinalizando mudança de posição em relação ao último encontro com Putin.


    Pressão europeia e recados a Putin

    Participaram da reunião os chefes de governo e instituições da Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Finlândia, Comissão Europeia e Otan. A presença conjunta buscou reforçar que a Europa fala em unidade e tenta evitar que Trump ceda às pressões de Moscou.

    Enquanto isso, Putin manteve contato com lideranças de Brasil, Índia, África do Sul e Tajiquistão. Segundo o Kremlin, as conversas tiveram como objetivo atualizar os parceiros sobre a reunião com Trump.


    Quais garantias a Ucrânia pode esperar dos EUA

    Zelensky afirmou que precisa de “tudo”, incluindo equipamentos militares e inteligência. Sobre garantias de segurança, quatro cenários estão em discussão:

    • Tropas em solo: improvável, já que Trump considera a guerra “um problema europeu”.

    • Patrulhas aéreas e marítimas: mais possíveis, embora arriscadas frente à Rússia.

    • Inteligência: considerada vital e provável em caso de acordo.

    • Logística: apoio não letal que os EUA estariam dispostos a fornecer.


    Obstáculos para a paz

    Zelensky insiste que não abrirá mão de território, enquanto Putin exige o controle da Crimeia e de 85% do Donbas. Para diplomatas europeus, a solução passa por garantias de segurança permanentes, ainda que sem recuperação imediata das áreas ocupadas.

    Entre os presentes, destacaram-se as tentativas de aproximação de líderes como Keir Starmer, premiê britânico, e Mark Rutte, secretário-geral da Otan, considerados aliados capazes de influenciar Trump. Já a relação com o presidente francês, Emmanuel Macron, segue mais distante após críticas da Casa Branca à proposta de reconhecer um Estado palestino.


    Perspectivas

    A reunião na Casa Branca simboliza um esforço conjunto para abrir caminho a um acordo que, segundo os europeus, precisa preservar a integridade territorial da Ucrânia. Resta saber se Trump, diante de sua relação pessoal com Putin, conseguirá manter a postura firme defendida pelos aliados.

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