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    Lula reconhece neutralidade do Canal do Panamá e cita fala de Trump; Brasil e Panamá firmam acordos

    Em Brasília, Lula endossa soberania do Panamá sobre o Canal e diz apoiar “integralmente” a neutralidade; países assinam memorandos em portos e agro. Embraer confirma venda de 4 A-29 ao Panamá.

    O anúncio no Planalto

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu oficialmente o tratado que assegura a neutralidade permanente do Canal do Panamá. O comunicado foi feito no Palácio do Planalto, durante a visita do presidente panamenho José Raúl Mulino. Além disso, Lula citou declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre “retomar o controle” da via interoceânica e defendeu a soberania panamenha.

    Por que isso importa

    O Canal do Panamá encurta rotas entre Atlântico e Pacífico e impacta diretamente o comércio global. Dessa forma, o posicionamento brasileiro sinaliza apoio político ao Panamá e reforça a previsibilidade para armadores e exportadores. Em síntese, o governo quer reduzir gargalos logísticos e ampliar a competitividade das exportações.

    O que foi assinado

    Em seguida, Brasil e Panamá assinaram dois memorandos:

    • Portos e logística: cooperação entre o Ministério de Portos e Aeroportos e a Autoridade do Canal do Panamá para troca de informações, estudos de rotas e otimização das exportações brasileiras.

    • Agro: parceria em capacitação técnica, sanidade animal e vegetal e produção sustentável.
      Além disso, a Embraer confirmou a venda de quatro A-29 Super Tucano ao Serviço Nacional Aeronaval do Panamá.

    Saúde e inovação

    Lula adiantou que a Fiocruz vai apoiar o Panamá na ampliação da capacidade de produção de vacinas e na formação de um polo farmacêutico regional. Assim, a cooperação transborda a agenda logística e alcança áreas estratégicas de saúde.

    Clima e COP30

    Mulino confirmou presença na COP30, em Belém, em novembro. Enquanto isso, o Brasil propõe o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) para remunerar serviços ambientais. Lula convidou o Panamá a aderir ao mecanismo. Por fim, os dois países destacaram que secas, migrações e pressão sobre florestas exigem cooperação e respostas rápidas.

    Contexto histórico

    Os Tratados Torrijos-Carter (1977) estabeleceram a neutralidade do Canal e a transferência da administração ao Panamá, concluída em 1999. Desde então, a Autoridade do Canal do Panamá opera a via sob o princípio de trânsito seguro e não discriminatório.

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