Quem era Charlie Kirk, ativista conservador morto baleado nos EUA
Fundador do Turning Point USA, ele tinha 31 anos e se tornou uma das principais vozes do conservadorismo estudantil norte-americano.
Tragédia em público
O ativista conservador Charlie Kirk, de 31 anos, morreu nesta quarta-feira (10) após levar um tiro no pescoço durante um evento da turnê American Comeback na Utah Valley University, nos Estados Unidos. O disparo aconteceu por volta do meio-dia, enquanto ele discursava para centenas de pessoas no campus.
Testemunhas relataram que Kirk caiu imediatamente depois do tiro, e o público entrou em pânico. Pouco depois, a universidade anunciou a morte no próprio local.
Dinâmica do ataque
As autoridades informaram que o disparo partiu de um prédio a cerca de 200 metros do palco, no Losee Center. A polícia deteve um suspeito, mas o liberou em seguida.
Além disso, o FBI e a Agência de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF) assumiram parte das investigações. Até agora, nenhum suspeito permanece sob custódia. Por isso, o campus foi fechado temporariamente após o ataque.
Repercussão imediata
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a morte em suas redes sociais. Ele chamou Kirk de “lendário” e pediu orações pela família. Outras autoridades americanas, incluindo lideranças de Utah, também condenaram o ataque e manifestaram solidariedade.
Esse episódio intensifica o debate sobre a violência política nos EUA. Assim, cresce a preocupação com a segurança de figuras públicas.
Quem foi Charlie Kirk
Charlie Kirk ganhou notoriedade em 2013 ao fundar a Turning Point USA (TPUSA), organização estudantil que promove ideias conservadoras em universidades americanas. Sob sua liderança, a entidade alcançou repercussão nacional e movimentou mais de US$ 80 milhões em receitas.
Entre os projetos mais polêmicos do TPUSA está o Professor Watchlist, lista de docentes acusados de perseguir estudantes conservadores ou de propagar ideologia de esquerda em sala de aula.
Posteriormente, Kirk ampliou sua atuação ao criar a Turning Point Action, braço político voltado para campanhas eleitorais. A organização atuou diretamente nas eleições presidenciais de Donald Trump em 2020 e 2024. Dessa forma, consolidou-se como um dos principais articuladores conservadores de sua geração.