Usina nuclear de Zaporizhzhia corre risco após apagão na Ucrânia
IAEA alerta para falha nos geradores que mantêm resfriamento de combustível nuclear
A Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) alertou para a situação crítica na usina nuclear de Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia. O maior complexo nuclear da Europa está há uma semana sem conexão à rede elétrica externa. Dessa forma, os sistemas dependem apenas de geradores a diesel para manter o resfriamento dos reatores.
Situação crítica
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou o cenário como extremamente perigoso. Segundo ele, os reparos nas linhas de transmissão se tornaram inviáveis devido ao bombardeio contínuo. Além disso, um dos geradores já apresentou falha, reduzindo a margem de segurança.
Os técnicos estimam que o combustível disponível dure apenas dez dias. Caso a energia externa não seja restabelecida, os sistemas de resfriamento podem parar. Assim, cresce o risco de superaquecimento e derretimento do combustível nuclear.
Risco global
Apesar de os reatores estarem desligados, o calor residual continua ativo. Portanto, é essencial garantir a refrigeração constante. Se os sistemas falharem, especialistas alertam que pode ocorrer um acidente nuclear com impacto regional e até transfronteiriço.
O diretor-geral da IAEA, Rafael Grossi, afirmou que operar apenas com geradores é “insustentável”. Por isso, pediu acesso seguro para que técnicos façam os reparos necessários.
Disputa política
Enquanto Kiev acusa Moscou de usar a usina como instrumento de chantagem, a Rússia insiste que a situação está sob controle. No entanto, a União Europeia exigiu a suspensão imediata das operações militares na região para permitir os consertos.
Possíveis consequências
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Restabelecimento da energia externa: reduziria o risco imediato.
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Falha dos geradores: poderia causar superaquecimento e liberar material radioativo.
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Bloqueio prolongado: aumentaria a pressão internacional e elevaria o risco de acidente nuclear.
Conclusão
O caso de Zaporizhzhia tornou-se um dos pontos mais delicados da guerra. Além disso, para especialistas, a usina é símbolo dos riscos que o conflito impõe à segurança nuclear mundial.