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    Eleições nos EUA: 18 pesquisas nacionais mostram democratas à frente a quatro dias da votação

    Levantamentos apontam diferenças de até 11 pontos na preferência pelo Congresso, enquanto disputas estaduais seguem com resultados distintos.

    A quatro dias das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, 18 pesquisas eleitorais nos EUA compiladas pelo RealClearPolling mostram os democratas numericamente à frente dos republicanos na preferência nacional pela Câmara dos Representantes. Os levantamentos realizados em outubro registram vantagens de quatro a 11 pontos percentuais. Entretanto, as pesquisas estaduais para o Senado apresentam cenários diferentes, com disputas próximas e divergências entre institutos.

    Na média do RealClearPolling, os democratas aparecem com 51,4% das intenções de voto, contra 43,2% dos republicanos. A diferença é de 8,2 pontos percentuais. Além disso, a média da CNN, atualizada em 27 de outubro, aponta 52% para os democratas e 43% para os republicanos. Os números medem a preferência nacional pelos partidos, mas não representam uma projeção direta de cadeiras no Congresso.

    Pesquisas nacionais

    Entre os levantamentos apresentados, a Reuters/Ipsos registrou 53% para os democratas e 44% para os republicanos. Já a CBS News apontou 53% a 45%, enquanto o Emerson College apresentou 52% a 42%. Dessa forma, os três institutos identificaram vantagens democratas entre oito e dez pontos percentuais.

    O levantamento do New York Times/Siena também apontou uma diferença expressiva, com 52% para os democratas e 41% para os republicanos. Por outro lado, a pesquisa Harvard-Harris registrou uma distância menor, de quatro pontos, com 52% a 48%.

    Apesar da vantagem numérica democrata, os resultados variam conforme o instituto. Isso ocorre porque as pesquisas utilizam metodologias, períodos de entrevistas e perfis de participantes diferentes.

    Senado em disputa

    As pesquisas eleitorais nos EUA também apresentam resultados distintos nas disputas estaduais pelo Senado. Diferentemente da Câmara, cuja preferência partidária nacional pode ser medida por pesquisas gerais, cada eleição para senador depende do eleitorado de seu estado.

    No Texas, a CNN/SSRS divulgou, na quinta-feira (29), um levantamento com 49% para o democrata James Talarico. O republicano Ken Paxton aparece com 43%.

    Entretanto, uma pesquisa da Quantus Insights, divulgada nesta sexta-feira (30), apresentou resultado diferente. Nela, Paxton registrou 49%, enquanto Talarico alcançou 48%. A distância de um ponto percentual está dentro da margem de erro de 3,2 pontos.

    Em Michigan, a CNN apontou 49% para o democrata Abdul El-Sayed e 42% para o republicano Mike Rogers. Já em Maine, Troy Jackson registrou 49%, contra 45% da senadora republicana Susan Collins.

    No Maine, a diferença também permanece dentro da margem de erro. Portanto, o levantamento não estabelece uma liderança estatisticamente definida.

    Kansas chama atenção

    O Kansas também aparece entre os estados com disputas próximas. Nesta sexta-feira (30), o instituto Emerson divulgou uma pesquisa com 49% para o democrata Adam Hamilton e 45% para o republicano Roger Marshall.

    Além disso, o libertário David Graham aparece com 3% das intenções de voto. Outros 3% dos entrevistados permanecem indecisos.

    A CNN/SSRS apresentou os mesmos percentuais para os dois principais candidatos. Entretanto, as diferenças registradas permanecem dentro das margens de erro dos levantamentos.

    Assim, os resultados apontam uma disputa numericamente próxima, sem indicar vantagem estatisticamente conclusiva para um dos candidatos.

    Custo de vida

    A economia também ocupa espaço na reta final das eleições americanas. Segundo pesquisa nacional do Emerson College, divulgada nesta sexta-feira, 34% dos eleitores prováveis consideram o custo de vida o tema de maior influência sobre seu voto.

    Além disso, 28% apontam o combate à corrupção no governo como principal preocupação eleitoral.

    O mesmo levantamento registrou 37% de aprovação ao trabalho do presidente Donald Trump. Por outro lado, 57% dos entrevistados desaprovam sua atuação.

    Os dados mostram a importância atribuída pelos entrevistados à economia e à atuação do governo federal. Entretanto, a preferência por determinado tema não significa apoio automático a um partido ou candidato.

    Reta final

    As pesquisas eleitorais nos EUA registram vantagem numérica dos democratas na preferência nacional pela Câmara. Entretanto, as disputas estaduais para o Senado mostram diferenças entre institutos e resultados próximos dentro das margens de erro.

    Além disso, a votação para a Câmara ocorre em distritos individuais. Por isso, a preferência nacional por um partido não permite determinar diretamente quantas cadeiras ele conquistará.

    Os americanos votarão na terça-feira, 3 de novembro, para renovar as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e parte do Senado.

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